Moody’s: Economia portuguesa vai sofrer uma “grande destruição económica” com a pandemia

A agência de notação financeira antecipa que Portugal, a par de Itália e Grécia, vai ver a sua economia fortemente atingida pela pandemia, devido ao peso das pequenas empresas no PIB e no emprego.

Portugal é um dos países cuja economia vai sofrer uma “grande destruição económica”. O alerta é da agência de notação financeira Moody’s que assinala o peso das pequenas empresas na economia nacional, que representam uma grande parte do PIB e do emprego, que foram precisamente duramente afetadas pela pandemia.

“Economias como a Grécia, Portugal ou Itália, nas quais pequenas empresas representam uma grande parte do PIB e do emprego irão sofrer uma maior destruição económica devido a almofadas mais baixas das pequenas empresas, menores alternativas de financiamentos e horizontes mais curtos”, refere a agência de notação financeira num relatório publicado nesta terça-feira.

Também as economias menores e mais concentradas, como as dependentes do turismo e do petróleo, entre as quais identifica o Reino Unido e França, irão recuperar a um ritmo mais lento. Por outro lado, considera que “economias maiores, mais diversificadas e mais flexíveis devem recuperar rapidamente”, como a Coreia e a Dinamarca, que “beneficiam de fortes tecnologias de digitalização ou automação”.

“Na crise atual, os governos que são mais capazes de desenvolver e implementar políticas que efetivamente apoiam a economia com o menor custo orçamental – que geralmente serão aqueles com as maiores pontuações de força institucional – tenderão a sair-se melhores”, refere.

A Mooyd’s sublinha que o impacto da crise provocada pela pandemia foi até agora sentido de forma mais intensa pelos soberanos com perfis de crédito mais fracos, seja isso um reflexo de economias menos resilientes, menor espaço orçamental, instituições mais fracas ou maior suscetibilidade a choques relacionados com a confiança. Neste sentido, a agência antecipa que a preponderância de perspetivas negativas em níveis de rating mais baixos pode continuar no curto prazo.

 

Recomendadas

Museus e monumentos nacionais perderam 68,7% de visitantes no primeiro semestre

A descida, segundo a DGPC, revela a dimensão do impacto da pandemia de covid-19 no país, já que, entre 01 de janeiro e 13 de março de 2020, o número de entradas registadas deu-se ainda num quadro de livre circulação de visitantes portugueses e estrangeiros.

Tempo médio de atribuição de pensões pela CGA diminuiu mas continua sem cumprir lei

No global, quase metade das pensões de reforma (46%) foram atribuídas num período superior a 120 dias. Ao longo do triénio 2017-2019, o TdC revela que foram adotadas “várias iniciativas de melhoria do serviço prestado e diminuição dos tempos médios na atribuição de pensões”, em concreto no que toca aos sistemas de informação, automatização de processos e priorização das áreas de atuação.

Jerónimo Martins aumenta vendas no primeiro semestre em 6,3%, para 9,9 mil milhões de euros

O EBITDA consolidado do grupo retalhista nacional cresceu 12,6% na primeira metade deste ano
Comentários