A gigante portuguesa da construção, Mota-Engil, através da sua participada Mamaland, formalizou um contrato exclusivo de 40 anos com a Trafigura, uma das maiores referências mundiais no trading de matérias-primas, para a comercialização de créditos de carbono gerados em solo africano.
O negócio, comunicado ao mercado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), prevê um pagamento inicial de até 100 milhões de dólares, com 50% deste valor a ser liquidado de imediato a título de adiantamento e direitos de exclusividade.
O projeto, com uma validade de 40 anos, foca-se na gestão de 14 florestas no Malawi, abrangendo uma área total de cerca de 550.000 hectares. Estas concessões, operadas em parceria com o Governo do Malawi, destinam-se à geração de mais de 30 milhões de toneladas de créditos de remoção de carbono de elevada integridade.
O epicentro desta operação localiza-se no Malawi, onde a Mamaland detém concessões governamentais para explorar um portfólio de 14 florestas. No total, são cerca de 550 mil hectares — uma área superior a cinco vezes a cidade de Lisboa — dedicados à restauração de espécies nativas e agro-florestação.
Estima-se que, ao longo das quatro décadas de contrato, estas florestas retirem da atmosfera mais de 30 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Estes créditos de “elevada integridade” serão certificados pela Verra (sob a metodologia VM0047 e selo CCB), garantindo que o projeto cumpre rigorosos padrões ambientais e de apoio às comunidades locais.
Ao associar-se a um player global como a Trafigura, o grupo liderado por Carlos Mota Santos não só garante uma fonte de receita recorrente e de longo prazo, como posiciona a sua marca no centro da economia verde global.
As receitas das vendas em mercado aberto reverterão integralmente para a Mamaland, deduzidas as comissões de comercialização, assegurando a viabilidade financeira de um projeto que promete benefícios mútuos: rentabilidade para os acionistas e regeneração ambiental para o planeta.
Este passo reforça a aposta da Mota-Engil no setor da restauração de espécies nativas e agro-florestação, consolidando a sua estratégia de diversificação para negócios sustentáveis de longo ciclo.
A parceria não só oferece escala financeira ao grupo português, como também impulsiona o desenvolvimento económico das comunidades locais no Malawi através da reflorestação ativa.
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