Motoristas recusam cumprir serviços mínimos

“Vem o senhor ministro dizer que há 11 pessoas detidas e 13 que andam foragidas. Nós não aceitamos, e estes homens, em solidariedade com os seus colegas, porque também são verdadeiros vencedores e guerreiros, ninguém vai sair daqui”, afirmou Pedro Pardal Henriques esta quarta-feira de manhã.

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António Pedro Santos / Lusa

O vice-presidente e porta-voz dos motoristas de matérias perigosas disse esta quarta-feira que os trabalhadores não vão cumprir serviços mínimos nem a requisição civil.

“Vem o senhor ministro dizer que há 11 pessoas detidas e 13 que andam foragidas. Nós não aceitamos, e estes homens, em solidariedade com os seus colegas, porque também são verdadeiros vencedores e guerreiros, ninguém vai sair daqui hoje. Ninguém vai cumprir nem serviços mínimos nem requisição civil, não vão fazer absolutamente nada”, explicou Pedro Pardal Henriques, em declarações proferidas esta manhã aos jornalistas.

A decisão surge depois de o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, ter referido, ontem à noite, que 14 trabalhadores não cumpriram a requisição civil decretada pelo Governo na greve, sendo que onze desses motoristas já tinham sido identificados para ser detidos e restava encontrar os restantes três.

O ainda assessor jurídico Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) denunciou também o desprezo que estes trabalhadores estarão a sofrer, criticando os “pedófilos soltos na rua com pulseira eletrónica”. “Estes colegas estão aqui revoltados, aqui e nos outros piquetes de greve. Estão cansados de ser gozados e ameaçados pelas empresas e cansados de ver claramente o Governo do lado de quem tem tem pevaricado ao longo deste tempo todo e de quem tem cometido esta fraude fiscal. O Governo está do lado dessas pessoas e contra estes trabalhadores”, referiu Pedro Pardal Henriques, em Aveiras de Cima.

Aos meios de comunicação presentes no local, o porta-voz do SNMMP adiantou que os motoristas se recusam “veementemente” a trabalhar, apesar de terem consciência de que poderão estar a cometer um crime. “Mas também têm consciência de que se um dos colegas for preso, então, vão também”, acrescentou Pedro Pardal Henriques.

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