Mourinho Félix: Descarbonização da economia custará “mil milhares de milhões de euros” até 2050

Ricardo Mourinho Félix explicou que serão necessários 86 mil milhões de euros de investimento adicional para assegurar que se cumpre até 2050 o obejtivo de neutralidade carbónica, que incluirá a aposta em infraestruturas, equipamentos e edifícios eficientes.

Mourinho Félix | Cristina Bernardo

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, disse esta segunda-feira que a transição para a sustentabilidade em Portugal necessitará de um investimento total de mil milhares de milhões de euros.

Mourinho Félix lembrou que Portugal “foi um dos primeiros países” a comprometer-se com a neutralidade carbónica em 2050, um projeto no qual “todos devem ter um papel activo para uma transição para uma sociedade sustentável.”

“Para Portugal, estima-se um investimento total público e privado de mil milhares de milhões de euros para reduzir as emissões de co2. Destes, 930 milhões são resultado da modernização da economia, políticas públicas e implementação pelas empresas”, disse o governante.

Ricardo Mourinho Félix explicou que serão necessários 86 mil milhões de euros de investimento adicional para assegurar que se cumpre até 2050 o obejtivo de neutralidade carbónica, que incluirá a aposta em infraestruturas, equipamentos e edifícios eficientes.

“As finanças sustentáveis hoje já são mais do que o sonho. Estão já hoje a mudar a face dos mercados financeiros, as prioridades dos investidores, a forma como se avaliam os riscos”, realçou no encerramento da conferência anual Via Bolsa 2020 Euronext Lisbon Awards, os prémios da entidade que gere a bolsa nacional, onde são destacados emitentes, intermediários financeiros, jornalistas e outras pessoas ou instituições que tenham desempenhado um papel relevante no mercado de capitais durante o último ano.

Recordou que Portugal irá assumir a presidência da União Europeia no primeiro semestre de 2021 e o país “terá aí  uma oportunidade única para contribuir para a implementação desta estratégia”.

Ainda no âmbito europeu, Mourinho Félix abordou a emissão de obrigações verdes que em 2019 atingiram os 250 mil milhões de euros, quando “em 2008, há pouco mais de uma década, não passaram dos 200 milhões, apenas”. É uma tendência que tem sido seguida por empresas portuguesas – EDP e Altri já emitiram obrigações verdes -, “num processo que deverá acelerar”, disse o secretário de Estado. “O Governo quer promover as obrigações verdes”, concluiu.

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