Num mundo cada vez mais conectado, onde as fronteiras já não são um obstáculo e a facilidade em viajar é cada vez maior, não deveriam ser as cores da reciclagem universais?
Se, em Portugal, o contentor amarelo é para o plástico, na Suiça, é onde se coloca o papel. Mas nem é preciso ir tão longe: em França, o contentor azul é destinado aos plásticos e não ao papel, como aprendemos em Portugal. Se quer reciclar cartão em terras francesas, deve colocá-lo no contentor amarelo. A história repete-se um pouco por toda a Europa e as cores vão-se baralhando de país para país.
Na realidade, o sistema de reciclagem, além de não ser universal, também não é consensual nalguns país europeus. Se em Portugal, a sinalética colorida referente à separação do lixo é igual em todo o país e tanto coloca uma lata de refrigerante no contentor amarelo em Lisboa, no Porto ou na Povóa de Varzim, em Itália não. Se estiver em Roma, o vidro vai para o contentor verde mas também há quem tenha sido ensinado a pô-lo no de cor castanha noutras cidades italianas. Enquanto isto, na província de Varese, situada no norte de Itália, a ASPEM, a principal empresa de higiene urbana da região, garante que o papel, o cartão e as embalagens treta pack devem ser colocadas no contentor branco e o lixo orgânico no castanho.
As cores da reciclagem podem ser um arco-íris perturbador para quem procura ser ecológico enquanto viaja e um verdadeiro desafio para quem tem de mudar de país.
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