André Ventura não poupou críticas sobre a forma de atuar do Governo no combate aos incêndios, durante o debate que decorre no parlamento esta quarta-feira. O líder do Chega teve como principal alvo a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, acusando-a de “incompetência”.
A 7 de agosto a ministra da Administra Interna disse que o país tinha meios suficientes e não precisava de pedir apoio. Até ao dia 16 de agosto arderam 139 mil hectares e Portugal teve de pedir apoio. Isto não é só desatenção e olhar para o lado. Quando uma ministra da Administra Interna faz isto, sabemos que isto tem um nome, é incompetência”, afirmou André Ventura.
O líder do Chega considera que Luís Montenegro não pode dizer que a prevenção no combate aos incêndios correu bem, porque não correu. “Como é que nos pode vir dizer que tudo funcionou? Como pode dizer que investiu, que havia prevenção, quando sabemos, vimos e percebemos que estamos nos piores da Europa nesta matéria”, referiu, deixando também farpas sobre o discurso do primeiro-ministro na festa do Pontal.
“Quando um país com o nosso historial de incêndios e destruição do meio florestal é afetado desta forma e não tem meios aéreos para o combater, não vale a pena ir ao Pontal falar de Fórmula 1, quando tudo o que faz é inútil, porque perdemos o mais útil que é a terra e a vida das pessoas”, sublinhou André Ventura.
Hugo Soares foi outro dos visados pelo líder do Chega. “O seu líder parlamentar diz que não há evidências que o Estado falhou. Faça uma viagem na área ardida e veja o que falhou”, afirmou, deixando um apelo a Luís Montenegro para que assuma neste debate que falhou juntamente com o MAI, mas sobretudo que “nos vai dar a garantia que nada desta incompetência não vai acontecer no próximo ano”.
Sem incêndios significativos ativos em Portugal, a Assembleia da República debate esta quarta-feira o combate aos incêndios que deixaram uma área ardida de quase 250 mil hectares e provocaram quatro mortes.
O Governo definiu um apoio para a reconstrução de habitações de residência própria em situações como os incêndios rurais das últimas semanas, prevendo uma comparticipação “a 100% até ao montante de 250 mil euros”, anunciou na passada quinta-feira o primeiro-ministro. O valor remanescente, indicou o primeiro-ministro Luís Montenegro, será comparticipado a 85%.
No âmbito das medidas de apoio, também os prazos para cumprimento das obrigações contributivas e fiscais, incluindo o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), pelos contribuintes com residência ou domicílio fiscal nas freguesias mais afetadas pelos incêndios.
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