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“Não podemos funcionar nesse regime”: Montenegro incomodado com queixas anónimas que pressupõem demissões

O chefe de Governo comentou as investigações da PJ ao secretário de Estado da Agricultura e considerou que as queixas anónimas não devem resultar em pedidos de demissão dos governantes.
16 Setembro 2025, 09h36

O primeiro-ministro Luís Montenegro reagiu esta segunda-feira às notícias em torno da investigação da Polícia Judiciária (PJ) ao secretário de Estado da Agricultura, João Moura, e apesar de considerar que tudo deve ser investigado, o governante considera que não deve haver uma ligação entre queixas anónimas e pedidos de demissão.

“Não temos nenhuma informação sobre isso. Queremos que as instituições funcionem e se houver algo a investigar que seja investigado”, começou por referir o chefe de Governo em declarações aos jornalistas após a cerimónia de atribuição de apoios aos agricultores afetados pelos incêndios em Sernancelhe.

Luís Montenegro considera que “não podemos funcionar num regime em que há uma queixa anónima que dá lugar a um processo e que a notícia é que há um processo em execução e que a pessoa alvo dessa queixa não tem condições para exercer cargos”.

A PJ está a investigar o secretário de Estado da Agricultura, João Moura, por suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais em negócios que envolvem empresas das quais o governante é sócio, revela o “Correio da Manhã” esta segunda-feira.

João Moura é sócio da Quadradoaometro e a Metric Memory, conforme declarou à Entidade para a Transparência, responsável pelo controlo das declarações de rendimentos e património dos políticos e altos gestores públicos.

A PJ de Leiria procura através desta investigação seguir o rasto de uma alegada circulação de dinheiro suspeito entre as duas empresas ligadas ao governante.

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