Nasce academia de formação para docentes, educadores, artistas e mediadores culturais

O Plano Nacional das Artes, iniciativa conjunta dos Ministérios da Educação e Cultura, vai ter uma academia de formação. O anúncio foi feito esta quinta-feira assinalando o primeiro ano do PNA.

Tiago Brandão Rodrigues

Os Ministérios da Educação, liderado por Tiago Brandão Rodrigues, e da Cultura, de Graça Fonseca, anunciam, esta quinta-feira, a criação da Academia PNA, assinalando o primeiro aniversário do Plano Nacional das Artes.

Destinada a docentes, educadores, artistas e mediadores culturais, compreende “conteúdo interdisciplinar, cruzando cultura, arte e património com as diferentes áreas científicas curriculares”.

Em comunicado conjunto, as tutelas revelam que a academia é “concebida por artistas e especialistas” e vai arrancar durante o segundo semestre de 2020, com um conjunto de 10 ações de formação acreditadas, em formato digital e presencial. Estas ações decorrerão em parceria e colaboração com os centros de formação de associação de escolas em todo o país.

O Plano Nacional das Artes, criado pelos dois ministérios para vigorar durante dez anos, tem como principal objetivo “promover e e aproximar a cultura, as artes e o património dos cidadãos, especialmente crianças e jovens”. Articula-se com a Comissão Científica de Acompanhamento que integra o Plano Nacional de Leitura, o Plano Nacional de Cinema, o Programa de Educação Estética e Artística, a Rede de Bibliotecas Escolares e a Rede Portuguesa de Museus.

Na agenda das próximas iniciativas do PNA consta a promoção de um encontro europeu sobre políticas culturais a realizar durante a Presidência Portuguesa da União Europeia, que decorre no primeiro semestre de 2021. Este debate terá lugar no Porto Santo, onde o PNA tem em curso um programa de residências artísticas e de pensamento, e visa, sobretudo, contribuir para a reflexão sobre políticas culturais e a articulação entre arte, comunidade e educação. Este projeto, que decorre na Escola do Porto Santo, é uma parceria entre o PNA, o Governo Regional da Madeira, o Município do Porto Santo e a Associação Porta 33.

As áreas governativas da Cultura e da Educação destacam, neste primeiro ano do Plano, o envolvimento de mais de 60 artistas e associações culturais, que integraram residências artísticas nas escolas, que preparam ações de formação destinadas a professores e mediadores culturais, e que estão a desenvolver recursos educativos digitais. O programa “Indisciplinar a Escola” chegou, referem, a cerca de 20 mil alunos, 400 professores, de 65 agrupamentos, em 16 distritos e nas regiões autónomas, envolvendo 49 municípios. Salientam ainda um aumento do número no próximo ano letivo 2020/21, uma vez que até ao momento mais 38 agrupamentos escolares manifestaram interesse em juntar-se ao programa.

De recordar que, no contexto da pandemia da Covid-19, que obrigou ao fecho das escolas por todo o país, o site do PNA ganhou uma nova área, que, segundo o balanço da tutela, disponibilizou cerca de 200 recursos educativos digitais para apoiar professores, pais e alunos.

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