Navigator atenua quebra de vendas nos primeiros nove meses deste ano para 18%

De acordo com o comunicado enviado à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a função financeira da produtora de pasta e papel melhorou, para nove milhões de euros negativos (vs -11 milhões de euros) e a função fiscal para 15 milhões de euros negativos (vs. – 41 milhões de euros) “pelo que os resultados líquidos ascenderam a 75 milhões de euros (vs. 147 milhões de euros)”.

O volume de negócios da The Navigator Company atingiu 1.044 milhões de euros nos primeiros noves meses deste ano, o que representou uma quebra de 18% face ao período homólogo, enquanto o EBITDA se fixou em 210 milhões de euros, menos 30% que nos primeiros três trimestres do ano passado.

“A redução expressiva dos custos de produção variáveis e a forte contenção de custos fixos permitiu atenuar a quebra dos preços de venda e a obtenção de uma margem EBITDA/Vendas acima de 20% (-3,4 pontos percentuais)”, destaca o comunicado enviado pela produtora de pasta e papel para a CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

De acordo com esse documento, a função financeira da empresa melhorou, para nove milhões de euros negativos (vs -11 milhões de euros) e a função fiscal para 15 milhões de euros negativos (vs. – 41 milhões de euros) “pelo que os resultados líquidos ascenderam a 75 milhões de euros (vs. 147 milhões de euros)”.

“O grupo manteve uma forte capacidade de geração de ‘cash flow livre’, que atingiu 170 milhões de euros (vs 125 milhões de euros), com um ‘capex’ [investimento] de cerca de 70 milhões de euros (vs 119 milhões de euros)”, destaca o referido comunicado.

Por seu turno, “o endividamento líquido reduziu-se de forma significativa, em 132 milhões de euros, para 644 milhões de euros, mantendo-se o rácio de Net Debt [Dídiva líquida]/EBITDA num nível confortável de 2,28 X; o grupo reforçou ainda a liquidez em caixa e equivalentes para 345 milhões de euros”.

Numa análise comparativa dos três primeiros trimestres de 2020 face ao período homólogo do ano transato, os responsáveis da The Navigator Company consideram que as vendas de pasta e ’tissue’ e a redução de custos “asseguram forte resiliência face a impactos de confinamento no negócio do [papel de impressão] UWF”.

“O negócio de papel de UWF foi diretamente impactado pelo confinamento e resultou num volume de vendas de UWF de 934 mil toneladas, inferior em 14% ao período homólogo; no entanto as vendas de pasta e de ’tissue’ compensaram parcialmente, tendo as primeiras crescido 39%, para 297 mil toneladas e as de ’tissue’ 7%, para 79 mil toneladas”, assinala a administração da Navigator.

De acordo com os responsáveis da produtora de pasta e papel, “os primeiros nove meses do ano ficaram marcados pela queda dos preços de venda comparativamente a 2019: o índice de pasta BHKP (em euros) caiu 26% e o índice do papel A4 perdeu 7%”.

No plano industrial, a administração da Navigator assinala o projeto da nova caldeira de biomassa da Figueira da Foz, com arranque de testes iniciados em setembro.

“Este investimento, financiado em 50% pelo BEI – Banco Europeu de Investimento, vai permitir a redução das emissões de CO2 [dióxido de carbono] na fábrica da Figueira da Foz em 81%, assim como uma poupança de custos significativa”, esclarece o comunicado em questão.

De acordo com os responsáveis da empresa, “com a reabertura das economias e a recuperação progressiva da procura de papel, a Navigator verificou uma melhoria significativa na sua atividade durante o terceiro trimestre”, destacando “a rápida adaptação às alterações de mercado e o consequente esforço comercial, o bom desempenho operacional do negócio de pasta e de ’tissue’, assim como uma rigorosa atuação ao nível dos custos”, que “permitiram registar uma forte geração de ‘cash flow livre’ e incrementar de forma significativa os resultados face ao trimestre anterior”.

Entre julho e setembro deste ano, o volume de negócios da Navigator cresceu 20%, para 348 milhões de euros, e o EBITDA recuperou 36% face ao trimestre precedente, para 70 milhões de euros.

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Segundo um comunicado da produtora de pasta e papel enviado há minutos para a CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, entre julho e setembro do presente ano, a Navigator registou “forte aumento do volume de negócios”, recuperou ao nível do EBITDA e reduziu a dívida, concluindo que a “empresa apresenta grande solidez”.
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