Nissan escolhe Efacec para os seus postos em Portugal

A construtora automóvel japonesa vai investir dois milhões em Portugal para instalar 100 postos de carga rápida. A portuguesa Efacec foi a escolhida.

Portugal vai ganhar 100 novos postos de carga rápida até ao final de 2020. Estes novos postos vão ser instalados pela Nissan em parceria com várias companhias.

A construtora automóvel japonesa pretende investir um total de dois milhões de euros neste projeto. A Nissan escolheu os carregadores da portuguesa Efacec para equipar os seus postos nacionais.

“Os carregadores são da Efacec,  estamos assim a incluir talento nacional neste projeto. Compramos o melhor que há no mercado, porque o mais importante para o cliente é que os equipamentos funcionem bem”, disse Brice Fabry, responsável da Nissan, ao Jornal Económico.

“É por isso que temos uma relação muito forte com a Efacec, os produtos são de qualidade, e estamos a trabalhar em conjunto no desenvolvimento da próxima geração de carregadores. Todos os 100 carregadores vão ser da Efacec: quando se tem um bom parceiro, não se muda de parceiro”, afirmou em entrevista ao JE no Fórum Mobilidade Inteligente da Nissan, que teve lugar no início de fevereiro em Lisboa.

Os primeiros 20 carregadores rápidos da marca nipónica vão ser instalados em parceria com a Galp, mas a Nissan revela-se disposta a forjar mais parcerias para instalar os restantes 80 carregadores rápidos.

“Ter as companhias de combustíveis é muito importante, pois não é preciso indicar onde estão porque todos conhecem estas localizações. O importante também é escolher parceiros para instalar carregadores em locais onde as pessoas estão presentes, como no supermercado, no cinema, ou no ginásio, locais onde as pessoas gastam um mínimo de 30 minutos”, segundo Brice Fabry, diretor da unidade de veículos elétricos da Nissan Europa.

Em 2011, chegou a ser lançada a primeira pedra da fábrica de baterias para carros elétricos da Nissan em Portugal. A pedra foi lançada pelo ex-primeiro-ministro José Sócrates na zona de Cacia, Aveiro, mas o projeto acabou por nunca sair do papel.

Questionado se a Nissan planeava construir alguma fábrica de baterias na Europa, o responsável afasta essa possibilidade.

“Penso que na Europa temos todos de pensar em fabricar aqui baterias, mas hoje em dia não há planos para instalar uma fábrica na Europa. Ainda é cedo, mas não sabemos o que pode vir a acontecer”, respondeu Brice Fabry.

O responsável da Nissan apontou que, se uma fábrica de baterias na Europa implicar baterias mais caras, então os carros da marca passariam a ser mais caros, o que “não seria bom para o negócio”.

O Nissan Leaf foi precisamente o carro elétrico mais vendido em Portugal em 2018, com 1.593 unidades vendidas, ultrapassando o Renault Zoe (1.305) e o BMW I3 (363).

Na apresentação deste investimento no início de fevereiro em Lisboa, o diretor-geral da Nissan_Portugal, António Melica, apontou que a marca “quer tomar o papel de ator principal em Portugal nas infraestruturas de carregamento rápido”.

“As infraestruturas de carregamento são fundamentais para acelerar a eletrificação da mobilidade”, afirmou António Melica.

Portugal é o sexto maior mercado europeu para a Nissan em termos de vendas de carros elétricos, excluindo a Noruega, onde existem cheques bens generosos, e diversos incentivos para a compra de carro elétrico.

Portugal representa assim 6% das vendas do Nissan Leaf na Europa, encontrando-se entre os 10 maiores mercados a nível global. O elétrico Leaf já pesa 10% nas vendas da marca nipónica em Portugal.

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