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NOS com lucros nos nove meses de 182 milhões a recuarem 9,2%

Nos nove meses a receita consolidada registou um crescimento de 2,0% em termos homólogos para 1.336,9 milhões de euros. O crescimento nos primeiros nove meses de 2025 foi alavancado pelo negócio de Telecomunicações e pelo negócio de TI, que cresceram 2,1% e 3,1% respetivamente, com o negócio de Audiovisuais e Cinemas a decrescer 0,5% neste período.
Presidente executivo da NOS, Miguel Almeida
7 Novembro 2025, 19h06

A NOS SGPS divulgou os seus resultados líquidos dos primeiros nove meses do ano e registou um lucro de 182 milhões de euros que representa uma queda de 9,2% face ao período homólogo do ano anterior.

O resultado recorrente subiu no entanto 21,3% para 177,7 milhões de euros. Isto excluindo os efeitos extraordinários resultantes da alienação de torres e ganhos não correntes com as taxas de atividade.

Nos primeiros 9 meses de 2025, os resultados do negócio de Telecomunicações (com EBITDA a crescer 4,3%) e de TI (com EBITDA a crescer 13,7%), permitiram compensar a pior performance do negócio de Cinemas e Audiovisuais (devido sobretudo à ausência de sucessos de bilheteira no 3º trimestre de 2025). Neste contexto, o EBITDA consolidado cresceu 4,2% comparativamente ao mesmo período do ano anterior, explica  a NOS.

A empresa liderada por Miguel Almeida revela que “o percurso de expansão de margem e free cash flow operacional mantevese de forma bem vincada durante o ano, com a Margem EBITDA do negócio de Telecomunicações a crescer 1 ponto percentual e o EBITDA ALCapex consolidado a subir 14% quando comparados com o período homólogo do ano passado”.

A operadora de telecomunicações revela que “este é o resultado de uma execução disciplinada e uma permanente obsessão pela excelência operacional, fortemente alavancada pela aplicação massiva de inteligência artificial na transformação do modelo operativo. Acreditamos que continuaremos este caminho de crescimento de margem operacional, ainda que assumindo que o mercado de telecomunicações em Portugal se irá manter desafiante num futuro próximo”.

Os destaques dos resultados dos primeiros nove meses do ano são as receitas consolidadas que aumentam 2,0% para 1.336,9 milhões de euros, com o crescimento registado no negócio core de Telecomunicação e no novo negócio de TI a compensar o impacto no negócio de Audiovisuais e Cinema; o EBITDA consolidado que cresceu 4,2% para 618,0 milhões de euros, impulsionado pelo foco em eficiência que resultou numa evolução estável de custos operacionais de 0,2% e permitiu uma expansão de margem de 1,0pp para 46,2%; a desaceleração estrutural do Capex de Telecomunicações continua a alavancar o desempenho do Capex consolidado, que diminuiu 1,9% para 273,5 milhões de euros; e a geração de Cash Flow Operacional sustentado na boa performance operacional, com o EBITDA AL Capex a aumentar 14,0% para 245,7 milhões de euros.

Nos nove meses a receita consolidada registou um crescimento de 2,0% em termos homólogos para 1.336,9 milhões de euros. O crescimento nos primeiros nove meses de 2025 foi alavancado pelo negócio de Telecomunicações e pelo negócio de TI, que cresceram 2,1% e 3,1% respetivamente, com o negócio de Audiovisuais e Cinemas a decrescer 0,5% neste período.

As receitas do negócio de Cinema e Audiovisuais atingiram os 74,8 milhões de euros, registando um decréscimo em termos homólogos de 0,5%, com o forte painel de blockbusters exibidos no 3º trimestre de 2024 a contrastar com a falta de sucessos de bilheteira em igual período de 2025, e a impactar a performance acumulada de 2025.

A empresa ressalva que tendo em consideração a conclusão da aquisição da Claranet Portugal, conforme comunicado no dia 17 de Março de 2025, os segmentos de negócio foram alterados para “Telecomunicações”, “TI” e “Audiovisuais e Cinemas”.

“Adicionalmente, os Resultados e Capex para os períodos entre o 2º trimestre e o 4º trimestre de 2024 apresentados foram reexpressos com o objetivo de assegurar a comparabilidade com os dados do exercício de 2025, refletindo os efeitos da aquisição da Claranet Portugal, a partir de Abril de 2025″, refere o comunicado.


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