Nova aplicação de realidade virtual facilita jovens na procura de emprego (com áudio)

A ideia do projeto ‘LifeSkills VR – Life Skills for Employment in COVID-19 Era through VR Innovation’ nasceu durante a pandemia de Covid-19, e como consequência do aumento da taxa de desemprego em toda a Europa – atualmente nos 8% (segundodados do Eurostat).

Foto: Cristina Bernardo

Desenhada em conjunto por seis instituições de cinco países, a aplicação de realidade virtual destina-se a identificar qualidades e competências de jovens fora do mercado de trabalho e combiná-las com as características de determinada profissão, a fim de encontrar o emprego mais adequado ao perfil de cada candidato. Portugal é um dos países presentes no projeto, através do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

A ideia do projeto ‘LifeSkills VR – Life Skills for Employment in COVID-19 Era through VR Innovation’ nasceu durante a pandemia de Covid-19, e como consequência do aumento da taxa de desemprego em toda a Europa – atualmente nos 8% (segundodados do Eurostat). A aplicação posiciona-se como uma alternativa aos testes vocacionais, combinando “técnicas de gamificação” e o “modelo de Holland” (ou RIASEC), que define seis tipos de personalidades/ambientes: realista, investigador, artístico, social, empreendedor e convencional.

Demetrius Lacet, investigador do Núcleo do INESC TEC na Universidade Aberta afirma que “os testes vocacionais são utilizados há bastante tempo, mas conforme expôs o Centre for Factories of the Future (C4FF) à Agência Erasmus britânica, além de serem pouco abrangentes, os seus resultados não vão além da apresentação de áreas de afinidade. A solução agora proposta pretende colmatar as lacunas existentes nos atuais modelos de testes vocacionais, oferecendo um envolvimento suficientemente atrativo para as gerações atuais”.

“Ao criarmos uma atmosfera virtual e pedirmos ao público-alvo que teste o código RIASEC neste ambiente, temos a oportunidade de usar a experiência e o conhecimento adquiridos no mundo real para criar uma variedade de situações no mundo virtual”, conclui Lacet.

A aplicação será capaz de identificar as aptidões e a vocação dos utilizadores, orientando-os de forma mais precisa na procura de emprego e, simultaneamente, promover a aquisição de novas competências digitais. “Além disso, espera-se que esta ferramenta ajude o utilizador a desenvolver algumas soft skills, nomeadamente trabalho em equipa, gestão de tempo, resposta a problemas ou a lidar com o erro”, acrescenta António Coelho, responsável pelo projeto no INESC TEC e professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

O INESC TEC é a entidade responsável por testar a aplicação no território nacional. A versão portuguesa da app deverá ser testada em 2023 por agências de emprego, centros de orientação profissional, organizações não governamentais, universidades e outras instituições que oferecem formação. Também Itália, Grécia e Reino Unido vão levar a cabo experiências piloto.

Para além do INESC TEC, o projeto conta com os seguintes parceiros: Centre for Factories of the Future Limited (UK) (líder do projeto), IDEC (AINTEK A.E.) (GR), Fondazione Polo Universitario Grossetano e ARTES 4.0 – AdvancedRobotics and Enabling Digital Technologies & Systems (IT) e Mediterranean Maritime Research and Training Centre (MLT). É financiado em cerca de 300 mil euros, através do programa ERASMUS+.

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