Nova política agrícola comum “alimenta a destruição ecológica”, acusa Greta Thunberg

“Onze meses após o Parlamento Europeu declarar o estado de emergência climática, o mesmo parlamento votou numa política agrícola que – em suma – alimenta a destruição ecológica com quase 400 mil milhões de euros”, acusou Greta Thunberg, numa mensagem assinada também pelos ativistas ambientais Luisa Neubauer, Adélaïde Charlier, Camille Etienne e Anuna van der Heyden.

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A ativista ambiental Greta Thunberg defendeu, numa mensagem publicada na rede social Facebook, que a nova Política Agrícola Comum (PAC), aprovada na sexta-feira pelo Parlamento Europeu, “alimenta a destruição ecológica”.

“Onze meses após o Parlamento Europeu declarar o estado de emergência climática, o mesmo parlamento votou numa política agrícola que – em suma – alimenta a destruição ecológica com quase 400 mil milhões de euros”, acusou Greta Thunberg, numa mensagem assinada também pelos ativistas ambientais Luisa Neubauer, Adélaïde Charlier, Camille Etienne e Anuna van der Heyden.

“Estamos dececionados? Não. Porque isso significaria que esperávamos um milagre. No entanto, este dia mostrou, mais uma vez, a dimensão da lacuna que existe entre as políticas atuais e o que devia ser feito para estarmos em conformidade com o Acordo de Paris”, lê-se também na nota, publicada na noite de sexta-feira.

O Parlamento Europeu aprovou na sexta-feira uma nova PAC, que considera “mais verde” para a União Europeia.

O documento deverá agora ser negociado com os Estados-membros, mas várias organizações não-governamentais e também deputados europeus consideram-no insuficiente para responder aos desafios ambientais e climáticos que o mundo enfrenta.

Alvo de críticas são também os subsídios para apoiar a agricultura intensiva e a insuficiência nos apoios a modelos mais sustentáveis e ecológicos previstos na nova PAC.

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