Novo Banco perdeu 138 trabalhadores e 15 balcões num ano

A 30 de junho de 2020 o grupo Novo Banco contava com 4.855 colaboradores o que compara com os 4.993 a 30 de junho de 2019.

Cristina Bernardo

O Novo Banco perdeu 138 trabalhadores e 15 balcões entre junho deste ano e o mesmo período do ano passado, divulgou esta sexta-feira a instituição no âmbito da apresentação dos prejuízos de 555 milhões de euros no primeiro semestre.

“Em 30 de junho de 2020 o grupo Novo Banco contava com 4.855 colaboradores (4.993 em 30 de junho de 2019)”, pode ler-se no comunicado enviado pela instituição à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O mesmo documento adianta também que “o número de balcões, em 30 de junho de 2020, era de 386 (401 em 30 de junho de 2019)”.

“Os custos operativos apresentam uma redução de 5,4%, situando-se em 230,1 milhões de euros, reflexo das melhorias concretizadas ao nível da simplificação dos processos e da otimização de estruturas com a consequente redução no número de balcões e de colaboradores”, afirma o Novo Banco.

Dentro dos custos operativos, os custos com pessoal reduziram-se em 4,2 milhões de euros para 129,2 milhões, os gastos gerais administrativos reduziram-se em 9,2 milhões de euros para 83,5 milhões e o custo com amortizações aumentou 300 mil euros para 17,3 milhões de euros.

O Novo Banco registou prejuízos de 555,3 milhões de euros no primeiro semestre, um agravamento de 38,8% face ao mesmo período de 2019, constituindo 138 milhões de euros de provisões relacionadas com a covid-19, divulgou hoje a instituição.

No comunicado enviado à CMVM, o banco liderado por António Ramalho assinalou que os prejuízos se justificam “em 91% pelas perdas de -260,6 milhões de euros resultado da avaliação independente aos fundos de reestruturação” e “138,3 milhões de euros de imparidade adicional para riscos de crédito decorrentes da pandemia covid-19”.

De acordo com o documento, o Novo Banco justifica os prejuízos com perdas de 78,7 milhões de euros “relacionados com a cobertura de risco de taxa de juro de títulos de dívida pública portuguesa” e 26,9 milhões de euros no “reforço da provisão para reestruturação”.

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