Novo Banco tem 3.830 imóveis para vender por menos 430 milhões de euros que o seu valor bruto

Tratam-se de imóveis que o banco recebeu de clientes que não conseguiram reembolsar os seus créditos. O presidente executivo do Novo Banco, António Ramalho, considera que todos se destinam à venda.

O Novo Banco tem 3.830 imóveis para vender, por menos 430 milhões de euros que o seu valor bruto, avança uma notícia do Expresso. “Este conjunto de imóveis está registado por um valor bruto em torno de mil milhões, mas o banco já foi reconhecendo antecipadamente perdas, por via de imparidades, para 430 milhões. O justo valor destes ativos está em torno de 550 milhões”, refere o semanário.

Tratam-se de imóveis que o banco recebeu de clientes que não conseguiram reembolsar os seus créditos e todos destinam-se à venda. A Procuradoria-Geral da República está a avaliar o pedido do Primeiro-Ministro, que pretende impedir que haja alienações de carteiras até que sejam esclarecidos os contornos das vendas de pacotes de imóveis que aconteceram durante os últimos dois anos, e que causaram perdas diretas de 388 milhões de euros.

O banco tinha estes imóveis registados como disponíveis para alienação no fim do ano, sendo a maioria edifícios construídos para habitação, mas havendo também uma parcela relevante de terrenos.

 

Recomendadas

Governo estabelece horários mais flexíveis para estabelecimentos comerciais em Lisboa

“Nos territórios que estão em contingência, neste momento a Área Metropolitana de Lisboa, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa pode, de acordo com parecer das forças de segurança e da autoridade local de saúde, fazer alterações nos horários dos estabelecimentos comerciais”, esclareceu a governante.

Euribor sobem a três e a 12 meses e caem a seis meses

A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, recuou para -0,433%, menos 0,005 pontos que na quarta-feira, contra o atual máximo desde pelo menos janeiro de 2015, de -0,114%.

Valor dos fundos de investimento em Portugal aumenta 600 milhões no segundo trimestre

A subida assentou sobretudo numa valorização dos ativos. Particulares continuam a ser a maior fatia dos detentores destes títulos.
Comentários