O resultado líquido do Novobanco nos primeiros noves meses ascendeu a 610,5 milhões, em linha com o período homólogo (610,4 milhões). A rentabilidade medida pelo RoTE fixou-se em 21,6%.
Na conta de resultados, o produto bancário comercial (margem e comissões) ascendeu a 1.095,0 milhões (o que compara com 1.126,7 milhões um ano antes, ou seja traduz uma queda de -2,8%.
A margem financeira atingiu os 829 milhões menos que os 886,3 um ano antes e as Comissões a crescerem 10,7% para 266,1 milhões.
“A margem financeira reflete o aumento de 4,8% do valor médio dos empréstimos a clientes, com a taxa da margem
financeira de 2,67%, abaixo dos 2,79% nos nove meses de 2024.
“A margem financeira beneficiou de uma assertiva estratégia de cobertura, que permitiu atenuar a descida de 154pb observada na média da Euribor a 6 meses (que passou de 3,76% para 2,22%).
As comissões aumentaram 10,7% suportadas pela dinâmica na execução de iniciativas para aumentar as receitas
de comissões, visível em todas as suas categorias.
O produto bancário subiu 1% para 1.167,8 milhões de euros.
Os custos operativos totalizaram 384,2 milhões a subirem 2,6% face à média de 2024.
Com isto o rácio Cost to Income agravou para 35,1% (2024 foi 33,2%), mas excluindo os custos de carácter extraordinário com o processo de venda o rácio situou-se em 33,7%.
O banco fala em “melhoria no perfil de risco com as provisões para empréstimos a clientes a registar um decréscimo de 69,4 milhões face ao período homólogo e um custo do risco de -0,3pb (versus 32pb em setembro de 2024).
As provisões para outros ativos e contingências totalizaram 61,0 milhões (+22,0 milhões num ano).
Durante os nove primeiros meses de 2025, o Grupo Novobanco registou imparidades e provisões líquidas de 60,3 milhões (-47,4 milhões face a setembro do ano passado). O custo do risco de crédito foi de -0,3pb (quando no mesmo período de 2024 tinha sido de 32pb) “refletindo uma abordagem conservadora de underwriting e o continuado foco na qualidade dos ativos do Novobanco”.
No que toca apenas ao terceiro trimestre, o Resultado Líquido atingiu 175,6 milhões, “sustentado por um modelo de negócio diversificado e de baixo risco”,
O produto bancário comercial nos três meses fixou-se em 357,2 milhões (-4,6% face ao segundo trimestre do ano), resultado da redução da margem financeira (-3,4%) e das Comissões (-8,1%), apesar do aumento observado dos volumes de negócio. Os Custos Operativos totalizaram 123,1 milhões.
Nos três meses o Custo do Risco reduziu para 12pb (3T24: 21pb), com as imparidades para Empréstimos a Clientes a totalizarem 4,6 milhões, “refletindo a continuada melhoria da qualidade dos ativos e uma abordagem de underwriting conservadora”, diz a instituição.
No balanço, o crédito a clientes bruto apresentou um crescimento de +5,3% face a dezembro de 2024 (+7,7% face a setembro de 2024), situando-se em 30,6 mil milhões, dos quais 58% concedido a empresas, 35% de crédito habitação e 7% de crédito ao consumo e outros.
Nos primeiros nove meses de 2025, a originação ascendeu a 4,9 mil milhões o que compara com 3,5 mil milhões um ano antes, dos quais 60% a empresas, 29% de crédito habitação e 11% de crédito ao consumo e outros, com o Novobanco a atingir, já em setembro de 2025, o objetivo de 2 mil milhões de Originação Verde até 2026 (objetivo cumulativo de 2024-26).
Os recursos totais de clientes aumentaram 7,9% para 45,9 mil milhões face a dezembro, impulsionados pelo aumento dos depósitos de clientes que cresceram 3,8% para 30,9 mil milhões face a dezembro, atingindo uma quota de mercado de 9,2%. Face a setembro do ano passado, os depósitos subiram 4,7%.
O banco revela que um rácio CET1 de 16,9%. O Tangible Book Value ascendeu a 4.214 milhões, +17% face ao período homólogo pro-forma para a redução de capital de 1,1 mil milhões e considerando payout de 60% do resultado líquido dos nove meses.
“A 30 de setembro de 2025, o Novobanco mantinha uma forte posição de liquidez, com o respetivo buffer de 16,4 mil milhões. O rácio de transformação (LtD) é de 84,8%, o rácio LCR é de 141% e o rácio NSFR atingiu 117%.
“A operação com o Grupo BPCE segue o curso normal nos processos regulatórios, com ambas as partes focadas na conclusão da transação esperada para a primeira metade de 2026. Esta operação irá reforçar a nossa capacidade de inovar, crescer e apoiar as famílias e empresas portuguesas “, diz Mark Bourke, CEO do Novobanco.
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