“Nunca o modelo americanizado esteve tão próximo”, considera juiz do TAD

Que modelos competitivos vamos ter no contexto do desporto europeu após a pandemia de Covid-19. Jerry Silva, juiz do Tribunal Arbitral do Desporto, considera que está aberto o caminho para a realização de competições fechadas como a SuperLiga europeia.

Jerry Silva, juiz-árbitro do Tribunal Arbitral do Desporto, realçou em entrevista ao “Jornal Económico” a enorme importância da economia do futebol e o seu contributo para o PIB e como um setor com esta magnitude pode aguentar tanto tempo sem competição. Centralização dos direitos televisivos, competitividade fiscal e e-sports são soluções sugeridas.

Que futebol português vamos ter na ressaca da crise do Covid-19: como encaram a possibilidade de alguns clubes fecharem portas por falta de meios?

A importância do futebol enquanto setor relevante e específico da economia, cuja contribuição para o PIB é significativa, exige uma apreciação muito delicada. Tetos salariais; limitação dos plantéis e cedências ou eventual abolição; centralização de direitos televisivos; competitividade fiscal; regras de concorrência leal e especial atenção para o emergente espaço dos e-sports. Eis, alguns exemplos de uma abordagem “pensada” para mitigar a “ressaca”.

Esta será a oportunidade para redimensionar o tamanho das Ligas e repensar o modelo de competição?

A imperiosa reformulação, conjugada, dos quadros competitivos consta das propostas que verti no livro “Futebol: Desafios e Rumos para Vencer”. Antecipar e projectar com estratégia. Quatro anos volvidos, FIFA, UEFA e ECA colocam-no no cume das prioridades. Mas, no fundo, impõe-se uma profunda reflexão sobre o modelo europeu de desporto, na função social, dimensão económica e respetiva organização. Nunca o modelo americanizado esteve tão próximo, para gáudio dos artífices da superliga europeia e das provas fechadas.

A Liga portuguesa vai enfraquecer na capacidade de contratar jogadores e de lhes oferecer bons salários, mesmo ao nível dos melhores clubes?

Avizinha-se uma estrondosa recessão económica com sequentes clivagens e rupturas. O enfraquecimento, interno, da liga poderá coincidir com uma decisiva décalage competitiva, económica e financeira para com as Big Five. Intervencionismos concertados a par de lideranças competentes e assertivas, são primordiais.

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