PremiumNuno Faria: “Negócios entre Portugal e Irão estão em ponto morto”

O advogado Nuno Pinto Coelho de Faria realça que a escalada das tensões no Médio Oriente travou contactos “muitíssimo evoluídos” no setor farmacêutico.

Nuno Pinto Coelho de Faria está à frente da sociedade da NPCF & Associados desde 2008 e tem sido assessor jurídico de vários empresários que exportam para o Irão e que trabalham com clientes neste país do Médio Oriente. Em entrevista ao Jornal Económico (JE), o advogado refere que ainda tem vários clientes com contratos em execução no Irão, e vice-versa, mas retraíram as operações.

Segundo o sócio fundador da NPCF, os investimentos nos moldes, na aeronáutica ou na indústria do aço e mineira “abrandaram”. “Havia sobretudo contactos muitíssimo evoluídos no âmbito do setor farmacêutico que pararam”, afirma.
As preocupações dos gestores portugueses e iranianos são semelhantes e centram-se na estabilidade internacional e nos meios de pagamento. “Ou seja, no medo de estarem a fazer algo que não seja de acordo com as regras de compliance, mesmo que sejam as do Congresso norte-americano. Os iranianos querem ser reconhecidos como estando a cumprir com aquilo que lhes é pedido”, explica Nuno Faria.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Recomendadas

Fidelidade vai manter serviço de esclarecimento jurídico após críticas de advogados

O Conselho Regional da Ordem dos Advogados disse que a oferta era ilícita, mas a companhia de seguros considera a posição precipitada e esclarece que se insere “no âmbito da cobertura de proteção jurídica disponibilizada por inúmeras seguradoras, em Portugal e no estrangeiro, a milhões de clientes”.

Empresas em ‘lay-off’ têm de pagar duodécimos do subsídio de férias, explicam advogados

O regime de ‘lay-off’ estabelece que a compensação a pagar ao trabalhador corresponde a dois terços da “remuneração normal ilíquida”, mas a lei não define qual o conceito de “retribuição normal”, refere Gabriela Rei.

Fusões e aquisições desaceleraram no primeiro trimestre

Ainda assim, foram movimentados 3,2 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.
Comentários