Premium“O BCE não vai ter condições para subir taxas de juro em 2019”, defende analista

A inversão do ciclo nos mercados ainda não chegou, mas está a caminho, refere o analista da ActivTrades, Ricardo Evangelista. No cenário mais pessimista é até mais provável que o BCEreinicie o programa de compras que aumentar taxas.

O português que trabalha em Londres há sete anos para a corretora ActivTrades explica, em entrevista, as principais tendências que deverão marcar o rumo dos mercados em 2019. A desaceleração das principais economias do mundo, os problemas políticos na Europa e a ressaca dos ativos dos mercados emergentes após um 2018 para esquecer são alguns dos temas a seguir, refere.

Como viu os principais eventos e fatores de 2018?

Para além dos anúncios das subidas de taxas da Reserva Federal, um dos principais fatores foram as negociações do Brexit. É um ponto muito importante, pelo menos para os ativos britânicos, para a libra e para a Europa. Tivemos a guerra comercial entre os EUA e a China, entre os EUA e o Canada, e uma escalada na retórica entre os EUA e a Europa, embora, em termos práticos, ainda não tenha assumido a dimensão como aconteceu com a China.

Podemos falar ainda da força do dólar. Tem tido impacto não só na economia americana, mas também um impacto muito forte na economia dos países emergentes, como na Turquia e na Argentina. Ambos países viram a inflação subir muito devido à balança comercial desfavorável e a divida externa substancial. A meados do verão até outubro a situação foi difícil. A Argentina teve de pedir um novo resgate financeiro ao FMI e a Turquia assistiu a turbulência política por causa disso. Esses são dois pontos relevantes este ano, sobretudo pelo que podem projectar para 2019.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionadas

Nos reinvestimentos, BCE vai manter linhas gerais do programa de compras, mas há espaço para ajustes

Após terminar as compras líquidas de ativos no fim deste mês, o BCE continuar a reinvestir, seguindo as mesma linhas em termos de tipo de ativos e de país de emissão da dívida.

BCE corta projeções. PIB da zona euro deve crescer 1,9% este ano e 1,7% em 2019

Mario Draghi referiu que o ‘momentum’ do crescimento está mais lento, e alertou sobre riscos negativos como a ameaça do protecionismo, vulnerabilidades nos mercados emergentes e volatilidade nos mercados financeiros.

BCE confirma: programa de compra de ativos termina no fim do mês

Após a reunião do Conselho de Governadores, o Banco Central Europeu explicou que mantém o plano para finalizar o programa de compra de dívida este ano. O foco passa agora para a conferência de imprensa de Mario Draghi às 13h30.
Recomendadas

PremiumLisboa vai ter o primeiro hotel Hyatt, num investimento de 70 milhões

Entre Alcântara e Belém, junto ao rio Tejo e ao Centro de Congresso de Lisboa, vai nascer o primeiro hotel da cadeia internacional Hyatt em Portugal. Terá 200 unidades de alojamento e deverá abrir em 2020.

PremiumPortugal entre os sete países imunes à vaga de deputados populistas

Partidos de Marine Le Pen e de Matteo Salvini lideram vaga que vai alterar paisagem política em Estrasburgo. Mas sem contribuição portuguesa.

PremiumPintar a dívida de “verde” para ajudar a salvar o planeta

O apetite dos investidores por ‘green bonds’ não para de crescer a nível global, embora a regulação continue a ser um desafio. Em Portugal, novos emitentes poderão seguir os passos da EDP e da Altri.
Comentários