PremiumO caminho da Madeira para sair do “lixo” ainda é longo

O nível de endividamento continua elevado demais para a Região chegar ao grau de investimento. O Governo Regional estranha o contraste com a República, mas garante que vai fazer o trabalho de casa.

O mês de outubro teve um sabor agridoce para a dívida da Madeira. A notícia positiva chegou no dia 17, quando a Moody’s aumentou a notação da Região em um nível, para Ba3 (do anterior B1), em função da melhoria do rating da República anunciada cinco dias antes. No dia 19, surgiu a notícia amarga, com a DBRS a manter inalterado o rating regional em BB, o segundo nível no grau especulativo.

Mesmo a notícia positiva tem, no entanto, de ser posta em contexto. A Moody’s foi a última agência a devolver o rating da República ao grau de investimento, mas manteve o da Madeira no patamar de ‘lixo’, apesar do upgrade. A DBRS nunca colocou Portugal nesse nível, mas ainda não tirou a Região da zona de castigo, que penaliza o financiamento da economia. Porquê? A_explicação da diferença reside parcialmente na própria natureza dos dois emitentes.

“Estamos a comparar um soberano com um dos seus governos sub-soberanos”,  referiu Nicolas Fintzel, vice-presidente da área global de ratings soberanos da DBRS, ao Económico Madeira. Na construção da notação há, portanto, várias diferenças nas considerações, mas também há fatores de escala e de capacidade institucional.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

Recomendadas

PremiumSérgio Gaio: “Empresas devem preocupar-se em entender os próprios dados”

Sérgio Gaio, ‘associate director’ da Accenture Technology, defende que a tendência no sentido de bens e serviços cada vez mais personalizados pode ser positiva sobretudo para os setores da indústria.

PremiumPSD sai reforçado das europeias, mas a procissão vai no adro

O PSD ficou à frente em nove dos 11 municípios da Madeira, partindo com vantagem para as eleições regionais. Mas os especialistas frisam que o eleitorado faz uma distinção entre europeias e regionais.

PremiumLiderança da SIC é “momento certo” para oferta, diz CEO da Impresa

Francisco Pedro Balsemão realça ao JE que o objetivo desta operaçãO passa por alcançar melhoria dos resultados operacionais nos próximos três anos. Oferta de obrigações a três anos, com taxa de 4,5%, arranca esta segunda-feira.
Comentários