Se esta situação se comprovar, então a necessidade de o mundo baixar as emissões de Gases com Efeitos de Estufa (GEE) torna-se ainda mais forte, agudizando-se também a importância dos países serem capazes de realizar investimentos para ajudar as empresas e a sociedade a adaptarem-se aos impactes que o aumento da temperatura terá na economia.
Assim, e apesar de vivermos tempos conturbados a nível internacional e nacional, a necessidade de acautelar os impactes das alterações climáticas nas empresas e nas economias, não perde importância. Se analisarmos a evolução da regulação europeia relacionada com a forma como as empresas incorporam os temas ambientais e sociais na sua gestão, constatamos que esta tem vindo a ser cada vez mais exigente. Na realidade essa exigência é essencial para que as empresas possam gerir de melhor forma o potencial impacte que os riscos climáticos podem trazer ao seu negócio; bem como para induzir as empresas a baixarem o mais rapidamente possível o seu impacte ambiental e climático.
Neste sentido, a União Europeia (UE) já definiu os critérios científicos que asseguram que uma atividade económica é verde, ou seja, que está alinhada com a transição para uma economia neutra em carbono – essa definição é dada na regulação da Taxonomia Verde da UE. Esses critérios existem para algumas dezenas de atividades, não abrangendo a totalidade das atividades que caracterizam as economias de hoje. No entanto, se todas as empresas cumprissem com esses critérios teríamos uma economia em bom caminho para podermos diminuir rapidamente as emissões de GEE. Atingir esses critérios implicará investimentos em tecnologias mais modernas, adaptações profundas em alguns negócios, opções de investimento diferentes das usuais, pelo que é plausível existir algum tempo entre o “hoje” e a “situação ideal” onde as empresas têm as melhores tecnologias, melhores materiais e melhores práticas de gestão “disponíveis”.
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