Alberto Manguel, argentino de berço e lisboeta de adoção, fez do mundo a sua casa antes de aportar à cidade que vai acolher a sua biblioteca pessoal, que reúne mais de 40 mil livros. Será no Centro de Estudos de História da Leitura, no Palacete dos Marqueses de Pombal, na Rua das Janelas Verdes – cedido pela Câmara Municipal de Lisboa –, que o sonho de longa data do escritor irá ganhar forma. Ainda não há data de abertura, pois a burocracia faz desta empreitada uma “obra de Santa Engrácia”, graceja em português. Embora o seu português seja “muito mau”, sublinha, faz questão de expressar-se na língua de Camões e Saramago, pela qual tem um enorme apreço. Uma prova da sua generosidade, acrescentamos nós.
Considera-se uma pessoa espiritual?
Na nossa época, a expressão ‘espírito’, ‘espiritual’, perdeu o seu sentido mais profundo. Depois dos anos 60, ou seja, há três quartos de século, mudou de significado e, em vez de ser um aspeto profundo da personalidade, passou a ser uma forma quase depreciativa de falar em alguém que está sempre a sonhar, que tem a cabeça na lua. Obviamente, espero que a minha personalidade respeite o aspeto espiritual da minha mente, mas não consigo estabelecer uma diferença entre espiritual, intelectual, material… Tudo faz parte do mesmo tecido. [sorriso]
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