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O streaming matou a espera? Sim, mas a curiosidade continua cá

Ouviu alguém dizer que as ‘listening parties’ estão de volta? Nem por isso? Olhos bem abertos. Ou melhor, ouvidos atentos ou corre o risco de passar ao lado da mais recente tendência. Espécie de ritual de antecipação e partilha, lembra-nos que a música também é uma emoção coletiva.
31 Janeiro 2026, 14h00

Já não é segredo, embora seja sussurrado ou transmitido apenas a uns quantos eleitos. Os convites são circunscritos. Fazer parte desse núcleo restrito é aquilo que sempre foi. Acesso à exclusividade. Pois, não é para todos. Mas é isso que está a acontecer com as listening parties, que têm devolvido à música o encanto da descoberta. Qual ritual de antecipação e partilha. Ainda não percebeu nada do que se está aqui a dizer, certo? A explicação é deveras simples. Numa era em que a música vive no bolso, salta entre anúncios e algoritmos, pensar em ouvir um álbum com outras pessoas soa a coisa do passado. Em plena febre do vinil, nos anos 70 e 80, era habitual os amigos juntarem-se em casa de alguém para ouvir um novo álbum. Lado A e lado B. Discutiam-se quais os melhores temas. Sabia-se a letra das músicas preferidas de cor. O nome de todos os elementos da banda. You name it!

Conteúdo reservado a assinantes. Veja a versão completa aqui. Edição do Jornal Económico de 30 de janeiro.


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