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Obrigacionistas da SIC aprovam alteração que abre a porta à entrada da MFE no capital da Impresa

A mudança na estrutura acionista na Impresa já não terá impacto no reembolso das obrigações da SIC.
Cristina Bernardo
23 Fevereiro 2026, 18h36

Os obrigacionistas da SIC aprovaram hoje, em assembleia geral, uma alteração crucial às condições do empréstimo “Obrigações SIC 2024-2028”. A decisão, tomada por unanimidade dos presentes, é o passo necessário para viabilizar um investimento estratégico de 17,3 milhões de euros por parte da MFE – MediaforEurope.

Em reunião realizada esta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, os detentores das Obrigações SIC 2024-2028 deram “luz verde” à proposta do Conselho de Administração para alterar as cláusulas de reembolso antecipado. Com 37.638 votos a favor e nenhuma oposição, a estrutura de controlo acionista da estação passa a ter uma nova definição jurídica.

O que muda na prática?

Até agora, os investidores podiam exigir o reembolso imediato do seu capital caso a família Balsemão perdesse o controlo da maioria da SIC. Com esta aprovação, essa salvaguarda (cláusula de change of control) é ajustada pois os obrigacionistas só poderão exercer o direito de reembolso antecipado se os sucessores legais de Francisco Pinto de Balsemão deixarem de deter, direta ou indiretamente, pelo menos um terço (33,3%) do capital e dos direitos de voto da empresa.

De acordo com o comunicado enviado à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a eficácia desta alteração está estritamente condicionada à entrada de novo capital no grupo.

A MFE – MediaforEurope, gigante europeu de media, comprometeu-se a subscrever e realizar integralmente um aumento de capital na Impresa no valor de 17,3 milhões de euros. A alteração das condições das obrigações produzirá efeitos no exato momento em que este investimento for formalizado.

Esta operação sinaliza um reforço da estrutura de capital da SIC e uma aproximação estratégica ao grupo internacional MFE, garantindo simultaneamente a continuidade da influência da família fundadora na gestão do grupo de Paço de Arcos.


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