OE2021: CDS-PP diz que em “momentos difíceis” esquerda não quer “nenhuma responsabilidade”

A deputada democrata cristã Cecília Meireles defende que a crise provocada pela Covid-19 veio expor “quão sólida” era a ‘geringonça’ e considera que o país deve daí “tirar responsabilidades”. 

Mário Cruz/Lusa

O CDS-PP acusou esta terça-feira os ex-parceiros parlamentares do Partido Socialista (PS) de em “momentos difíceis” não querem “nenhuma responsabilidade”, com a viabilização do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021). A deputada democrata cristã Cecília Meireles defende que a crise provocada pela Covid-19 veio expor “quão sólida” era a ‘geringonça’ e considera que o país deve daí “tirar responsabilidades”.

“Nos últimos cinco anos, ouvimos esta solução governativa dizer: ‘veem que isto funciona’. Agora que, infelizmente, o país está em crise e se aproximam tempos difíceis já se percebeu exatamente quão sólida é esta solução. É uma solução que, quando os tempos são bons, toda a gente quer estar na fotografia. Quando há um problema, toda a gente quer-se pôr ao lado”, referiu Cecília Meireles, em declarações à RTP3.

A deputada do CDS-PP criticou os antigos parceiros da ‘geringonça’ – Bloco de Esquerda (BE), Partido Comunista Português (PCP) e o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) – por estarem “sempre prontos para anunciar medidas simpáticas”, mas sublinhou que, “quando o país atravessa momentos difíceis, esses partidos não querem nenhuma responsabilidade”. “O país tem de daí retirar responsabilidades”, salientou.

“Isso certamente não é o que o país precisa. O que o país precisa neste momento é de uma solução que, por um lado, tenha bom senso e responsabilidade e cautelasse algumas coisas essenciais”, referiu, acreditando que, com “mais ou menos dramatização”, os Orçamentos do Estado do Executivo de António Costa acabam “sempre por passar”, com a viabilização à esquerda.

Cecília Meireles reiterou que o CDS-PP vai votar contra, porque “este é um orçamento em que não se vislumbra nenhum caminho com o mínimo de sentido e de sustentabilidade” e, no que toca à execução dos fundos europeus, a estratégia é “gastar dinheiro público e gastar em obras públicas”. “É uma estratégia que já vimos e que não corre bem”, afiançou.

Para a deputada democrata-cristã é ainda “incompreensível” que, “num momento como o presente, a única promessa que fica para trás é a promessa de um alívio fiscal no IRS”. “O Governo acha que proteger os rendimentos não é tributar menos e taxar menos as famílias. É continuar a tirar o mesmo às famílias e depois o Governo decide as que recebem e as que não recebem”, ironizou.

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