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Oferta de quartos aumenta no quarto trimestre, mas procura diminui

Apesar do desfasamento entre a oferta e a procura, o preço médio dos quartos aumentou 1%, situando-se nos 480 euros mensais. As maiores subidas foram registadas no Funchal, Coimbra e Viana do Castelo.
Prédios para habitação própria, arendar, vender ou alugar no distrito de Lisboa, 31 de agosto de 2023. MIGUEL A. LOPES/LUSA
5 Fevereiro 2026, 14h30

A oferta de quartos para arrendamento em Portugal cresceu 79% no quarto trimestre de 2025, já a procura apresentou uma descida de 44%, segundo uma análise do Idealista.

Apesar do desfasamento entre a oferta e a procura, o preço médio dos quartos aumentou 1%, situando-se nos 480 euros mensais. As maiores subidas foram registadas no Funchal, Coimbra e Viana do Castelo.

Já Lisboa destaca-se como o mercado mais caro do país, com um preço médio de 570 euros por mês.

Ruben Marques, porta-voz do idealista, afirma que “os dados mostram que o atual ajustamento do mercado de quartos resulta sobretudo de um forte aumento da oferta e não de uma quebra estrutural da procura. Com mais quartos disponíveis, a pressão sobre cada anúncio diminui e o mercado torna-se mais equilibrado. Ainda assim, os preços mantêm-se relativamente estáveis, sobretudo nas grandes cidades, o que confirma que o arrendamento de quartos continua a ser uma solução procurada por estudantes, jovens profissionais e pessoas em mobilidade”.

Portalegre foi o distrito que registou a maior quebra na procura de quartos, com uma descida de 69%, seguido da Guarda, com 56%, e Coimbra, com 49%. Já Évora registou o maior aumento da procura, com 47%, seguida de Vila Real, com 34% e Funchal, com 27%.

No caso da oferta, foi em Coimbra e Bragança que se registou o maior aumento, de 133%, seguida do Porto, com 93% e Portalegre, com 76%. Segundo a análise do Idealista, este crescimento da oferta reflete “uma maior entrada de quartos no mercado, num contexto em que proprietários optam por soluções de arrendamento mais flexíveis”.


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