OMS denuncia desigualdades nas vacinas. Países ricos receberam 81% das doses (com áudio)

Enquanto que os países mais ricos já receberam mais de 80% das vacinas, os países com menores rendimentos só acumularam 0,3% das doses.

A vacinas contra a Covid-19 permanecem fora do alcance dos países mais pobres, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) num relatório esta sexta-feira.

“Quase 900 milhões de doses de vacinas foram administradas globalmente, mas mais de 81% foram para países com rendimentos alto ou médio alto, enquanto os países de baixos rendimentos receberam apenas 0,3%”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sobre o ACT-A (Acelerador ao Acesso a Ferramentas para a Covid-19​) configurado há um ano, no dia em que o programa COVAX completa um ano.

Tedros denunciou repetidamente as desigualdades na distribuição de vacinas e exortou os países mais ricos a partilharem as doses em excesso para ajudar a inocular profissionais de saúde em países de baixa renda.

Gerido pela OMS e pela Gavi Vaccine Alliance, o COVAX é um programa global destinado a facilitar o acesso dos países mais pobres à vacina. Até agora, já foram enviadas 40,5 milhões de doses para 118 países ao abrigo deste programa, que pretende garantir dois milhões de doses até o final de 2021.

“Os países de baixa renda testam menos de 5% do que os países de alta renda, e a maioria dos países ainda tem problemas de acesso a oxigénio e dexametasona suficientes”, disse Tedros, referindo-se a um esteróide barato encontrado para ajudar os pacientes que sofrem de covid-19 grave — o único tratamento aprovado pela OMS para a doença.

Ler mais

Recomendadas

Mais de metade das embalagens de pesticidas por recolher em 2020, alerta Zero

Mais de metade das embalagens de pesticidas ficaram por recolher em 2020, representando cerca de 480 toneladas, alertou este domingo a associação ambientalista Zero em comunicado.

Perdas de empresa de Luís Filipe Vieira custam 181 milhões de euros aos contribuintes

Entre julho de 2016 e até final de 2018, os créditos da Promovalor deram ao Novo Banco perdas de 181 milhões de euros, mas como estes créditos estavam abrangidos pelo Acordo de Capitalização Contingente (ACC), foram os contribuintes que tiveram de pagar ao NB.

Transformação urbana mostra-se mais inevitável

Pandemia acelerou a digitalização de processos, mas o importante é que serviu de aprendizagem e de alerta para o que é necessário fazer.
Comentários