Operação secreta desmantelou o único reator nuclear português

O reator nuclear não estava em funcionamento desde o dia 11 de maio de 2016, e a operação de desmantelamento das instalações que abrigaram o único reator nuclear do país deverá demorar uma década até ser concluída.

Em março decorreu uma operação secreta, cujo objetivo foi desmantelar o único reator nuclear existente em Portugal, noticia o jornal ‘Público’, esta segunda-feira, 2 de setembro. Este reator nuclear português serviu para a investigação científica e ensino durante mais de 50 anos e foi enviado para os Estados Unidos.

A operação sigilosa decorreu numa madrugada de março, sendo que se tratou do transporte do combustível de urânio e de produtos radioativos, entre o Campus Tecnológico e Nuclear, localizado na Bobadela, e o Porto de Apoio Naval de Tróia, onde estava atracado um navio que levaria o material para os Estados Unidos.

O reator tinha sido inspecionado por técnicos da Agência Internacional de Energia Atómica, com os peritos a detetarem diversas falhas técnicas, entre as quais uma fuga de água na piscina onde se localizava o núcleo, que detinha 450 mil litros de água.

O reator nuclear estava fora de funcionamento desde o dia 11 de maio de 2016, e a operação de desmantelamento das instalações que abrigaram o único reator nuclear do país deverá demorar uma década até ser concluída. A exploração do núcleo era gerida pelo Instituto Tecnológico e Nuclear, que estava integrado no Instituto Superior Técnico.

Recomendadas

SpaceX envia recorde de 143 satélites num único foguete que leva também cinzas humanas

A SpaceX enviou hoje um recorde de 143 satélites num único foguete, como parte do novo programa de carga partilhada entre empresas a um custo mais baixo, entre elas a funerária Celestis, que mandou cápsulas de cinzas humanas.

PremiumGrupo Mota-Engil tem em ‘pipeline’ contratos de quatro mil milhões de euros

Mais uma vez, o concurso de maior dimensão financeira pode vir da Nigéria, para a construção de uma ponte na capital, no valor de 1,9 mil milhões de euros.

PremiumDireitos televisivos: centralizar dá mais dinheiro e competitividade

Decreto-lei avança nas próximas semanas e dá o ‘pontapé de saída’ para a Liga portuguesa ficar na rota das melhores práticas europeias. Advogado Luís Cassiano Neves diz que as vantagens e desvantagens vão depender do ambiente económico que se irá viver na época 2028/29.
Comentários