Operadores oferecem mais de 200 milhões de euros no sétimo dia da fase principal do leilão do 5G

Face de licitação principal do leilão do 5G chega aos 200,4 milhões de euros. Propostas superam em 4,2 milhões de euros as ofertas das rondas de quinta-feira.

A fase de licitação principal do leilão da quinta geração da rede móvel (5G) continua a despertar o interesse dos operadores. Ao sétimo dia de licitação, as propostas dos operadores de telecomunicações ascenderam aos 200,4 milhões de euros, no conjunto dos 54 lotes de faixas disponíveis. Esta é a fase em que Meo, NOS, Vodafone e Dense Air podem participar.

De acordo com os dados divulgado pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), esta sexta-feira, realizaram-se seis rondas de licitação. O valor total das ofertas registadas hoje cresceu 4,2 milhões de euros face às rondas de quinta-feira. Mais de duas dezenas de lotes viram o preço de reserva aumentar.

Nesta fase do leilão estão disponíveis faixas dos dos 700 MHz, 900 MHz, 2,1 GHz, 2,6 GHz e 3,6 GHz. No conjunto dos mais de 50 lotes em concurso, o preço base total é de 195,9 milhões.

Na faixa dos 700 MHz, que até dezembro de 2020 acolhia a Televisão Digital Terrestre (TDT), a procura ainda não sofreu qualquer alteração face ao preço base definido. Desde o arranque desta fase do leilão que o preço dos lotes na antiga faixa da TDT se mantém nos 19,2 milhões de euros. Aliás, um dos seis lotes nesta frequência não recebeu qualquer oferta ainda.

Situação idêntica se verifica nos quatro lotes dos 900 MHz. Desde que a segunda fase do leilão do 5G arrancou, que o valor base de licitação continua nos seis milhões de euros. Ou seja, os operadores oferecem um total de 24 milhões.

O preço do único lote nos 2,1 GHz, que inicialmente valia apenas dois milhões de euros passou hoje dos 10,405 milhões para os 10,616 milhões de euros. Já pelos quatro lotes de 2,6 GHZ, com um preço base de 3 milhões, registaram-se hoje propostas no valor total de 15,3 milhões, uma subida de 2,144 milhões de euros face ao sexto dia de licitação.

A faixa 3,6 GHz, com 40 lotes a preços base distintos, totalizou 54,484 milhões de euros. Em comparação com as licitações de ontem, as propostas subiram 1,812 milhões nesta faixa.

No dia 11 de janeiro, terminou a primeira fase de licitação, que era reservada a novos entrantes. Ou seja, para empresas fora do mercado português com interesse em entrar no sector telco nacional. A primeira fase durou oito dias e resultou num encaixe de 84 milhões de euros para os cofres do Estado. Em leilão estavam faixas nos 900 MHz e 1.800 MHz, que servirão sobretudo para serviços 4G.

Segundo noticiou o “Expansión”, os três lotes nos 1.800 MHz foram arrematados pela espanhola MásMóvil, que pretende construir uma rede 4G em Lisboa, Porto e Algarve.

O montante final encaixado com o leilão de frequências dependerá dos lotes que forem atribuídos durante o processo e se são adquiridos pelo preço de reserva, sendo que a Anacom aponta para receitas de cerca de 237,9 milhões de euros. Ora, tendo em conta o resultado final da primeira fase do leilão e o valor a que as propostas da segunda fase já ascendem, a receita mínima prevista já está assegurada.

Não existe informação oficial de quem licitou. O regulador setorial espera atribuir as licenças 5G até ao final de março.

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