Orbán enfrenta nova onda de contestação após aprovação da “Lei da Escravatura”

Milhares encheram as ruas da capital da Hungria. A designada “Lei da Escravatura” cria condições legais para que a entidade empregadora exija até 400 horas de horas extras aos seus trabalhadores, por ano.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, está a enfrentar uma onda de contestação, que já levou milhares para a rua na sexta-feira, 21, após o seu governo ter conseguido aprovar uma lei que vai permitir aos empregadores exigirem até 400 horas extraordinárias por ano aos funcionários.

Na sexta-feira, em Budapeste, Hungria, milhares de pessoas juntaram-se numa manifestação promovida pelo partido satírico do Cão de Duas Caudas (MKKP, sigla húngara) , criado há pouco mais de uma década, para contestar as alterações ao Código do Trabalho.

Essa manifestação juntou-se às ações de outros grupos da oposição e teve como destino o parlamento na capital húngara. Os protestos fizeram mesmo com que uma ponte sobre o rio Danúbio fosse bloqueada.

Na origem desta contestação está a alteração ao código do trabalho, na Hungria, por via de duas novas leis, aprovadas há duas semanas, sendo que uma delas é, segundo a Reuters, apelidada de “Lei da Escravatura” ou “Lei do Escravo”.

A designada “Lei da Escravatura”, apoiada no parlamento húngaro pelo Fidesz, o partido de Orbán, cria condições legais para que a entidade empregadora exija até 400 horas de horas extras aos seus trabalhadores, por ano. Até agora, o número de horas extras permitidas aos empregadores exigirem eram 250 horas.

Outra lei permitirá a criação de novos tribunais que, segundo a oposição do governo de Viktor Orbán, poderão ser politicamente condicionados.

Em resposta à manifestação e subsequentes protestos, Viktor Orbán acusou o multimilionário húngaro, radicado nos EUA, George Soros de estar na origem da contestação.Uma acusação que a organização Open Society Foundation, financiada pelo investidor, já desmentiu.

Os protestos deverão continuar em janeiro.

 

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