Em agosto de 2025, mês de férias típico, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 22.459 milhões de euros, traduzindo uma descida de 25,6% face a julho. Este indicador cresceu 9,2% face a igual período do ano passado, revela o regulador do mercado de capitais.
O valor mensal recuou 34,1% nos instrumentos financeiros de dívida pública para 13.932,1 milhões de euros, tendo subido 13,8% para 1.425,7 milhões de euros, na dívida privada. Nas ações aumentou 2,9%, para 3.860,1 milhões de euros.
O BCP teve a maior quota de mercado nas transações sobre ações (25,4%), seguindo-se o Banco de Investimento Global (12,6%) e o Caixabank – Sucursal em Portugal (12%). Na dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal (89,8%), seguindo-se o Banco L.J. Carregosa (5,7%) e o Banco BPI (0,9%).
Por outro lado, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados cresceu 3,3% face ao mês anterior, para 205.036,6 milhões de euros. Os forward foram o instrumento mais negociado no mercado de derivados (82,9% do total), tendo as transações subido 7% em relação a julho. As transações sobre futuros desceram 11,8%.
No mesmo período, o valor das ordens de residentes registou uma descida de 13,8%, tendo o valor das de não residentes recuado 28,6%.
Quanto ao mercado de execução, 63,5% das ordens recebidas foram executadas nos mercados regulamentados internacionais, 10,8% nos mercados nacionais, 2,7% fora de mercado e 23,1% foram internalizadas.
Estados Unidos, Alemanha e França foram os três principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal, enquanto Reino Unido, Holanda e França foram o principal destino das ordens sobre títulos de dívida.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com