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Países Baixos vão integrar drones e sistemas antidrone nas forças de combate

“É um tipo diferente de interação. Temos de modernizar e adaptar continuamente os sistemas”, afirmou o comandante das Forças Armadas holandesas, Onno Eichelsheim durante sua participação em um programa de televisão pública, onde detalhou o alcance da medida.
23 Março 2026, 10h50

Os Países Baixos vão integrar drones e sistemas antidrone em todas as forças de combate, a partir de abril, e criar unidades especializadas, numa iniciativa pioneira dentro da NATO que será acompanhada pela contratação de até 1.200 militares.

De acordo com o comandante das Forças Armadas holandesas, Onno Eichelsheim, o projeto representa uma mudança na organização militar holandesa, incorporando permanentemente capacidades de operação e defesa contra drones em todo o exército.

Eichelsheim, principal assessor militar do ministro da Defesa, enfatizou que o uso desses sistemas não tripulados e a necessidade de os combater se tornaram fundamentais para a guerra moderna.

“É um tipo diferente de interação. Temos de modernizar e adaptar continuamente os sistemas”, afirmou o chefe militar, durante sua participação em um programa de televisão pública, onde detalhou o alcance da medida.

A decisão baseia-se nas lições aprendidas em conflitos recentes, especialmente na Ucrânia e no Oriente Médio, onde o uso de drones se mostrou cada vez mais prevalente no campo de batalha.

O Ministério da Defesa começará a recrutar pessoal em abril e espera incorporar os primeiros 600 militares “muito em breve”, acrescentou.

Eichelsheim também sublinhou que a colaboração com a indústria de tecnologia e de drones será importante para manter os sistemas e o conhecimento atualizados, adiantando que os Países Baixos se tornam o primeiro país da NATO a implantar esse tipo de unidade em todas as suas forças de combate.

O plano faz parte do compromisso dos Países Baixos com a NATO de aumentar os gastos com defesa, com a meta de longo prazo de atingir 5% do PIB até 2035.


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