Países da OCDE tinham mais 10,7 milhões de desempregados em novembro do que antes da pandemia

Taxa de desemprego da média dos países da OCDE caiu ligeiramente em novembro para 6,9%, mas continua 1,7 pontos percentuais acima da registada em fevereiro.

A taxa de desemprego dos países da OCDE continuou a diminuir para 6,9% em novembro do ano passado, que compara com os 7,1% registados em outubro. Os dados publicados esta quarta-feira pela instituição com sede em Paris mostram, contudo, que se manteve 1,7 pontos percentuais (p.p.) acima do nível observado no pré-pandemia.

No total, 45,5 milhões de pessoas estavam desempregadas nos países da OCDE em novembro, mais 10,7 milhões do que em fevereiro.

Em novembro, a taxa de desemprego caiu ligeiramente mais rápido entre o sexo feminino, ao descer para 7% (7,2% em outubro), enquanto no sexo masculino se fixou em 6,8% (6,9% em outubro).

“Quedas semelhantes foram observadas para os jovens (de 15 a 24 anos) (para 14,3% de 14,4% em outubro) e para indivíduos com mais de 25 anos ou mais (para 6% de 6,1%)”, refere a OCDE em comunicado.

No entanto, alerta que “é necessário algum cuidado ao interpretar a queda na taxa de desemprego da OCDE em comparação com o pico de abril, já que isso reflete em grande parte o retorno de trabalhadores em lay-off temporário nos Estados Unidos e Canadá, onde são registada como desempregados”.

A OCDE recorda que a taxa de desemprego na zona euro diminuiu para 8,3% em novembro, que compara com os 8,4% registados em outubro, mas manteve-se 1,1 p.p. acima do nível de fevereiro. Dá ainda nota de que quebras de 0,3 p.p. ou mais foram registadas na Finlândia, Itália, Holanda e Portugal, enquanto aumentos de 0,2 p.p. ou mais foram registados em França, Irlanda e Espanha.

Nos Estados Unidos – onde o número de trabalhadores em lay-off diminuiu a um ritmo mais lento em novembro do que nos meses anteriores – e no Canadá a taxa de desemprego caiu 0,2 e 0,4 p.p. face ao mês anterior para 6,7% e 8,5%, respetivamente, ou seja, cerca de três p.p. superior a fevereiro.

A OCDE chama mais uma vez a atenção de que as estatísticas do desemprego deixam de fora algumas realidades, uma vez que podem não contabilizar indivíduos que devido à pandemia não podem procurar ativamente emprego e que não são correspondem aos critérios de classificação de desempregado.

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