PAN e PEV pedem “tsunami na testagem” e reforço nos apoios às PME

André Silva considera que a chave para o desconfinamento está na testagem massiva da população e no “sucesso do plano de vacinação”. Já Mariana Silva, representante do PEV, pede que Governo garante “compra de mais vacinas a outros fornecedores”

Face ao aumento do risco de transmissão da Covid-19 que, se situa esta quinta-feira no 0,91, ligeiramente abaixo do 1, o deputado do PAN alerta que “se se persistir”, vai obrigar o Governo a recuar nas medidas.

“Nas últimas semanas tem havido um aumento da mobilidade e dos contactos mais do que expectável”, disse André Silva, apelando que o Governo e as autoridades “comuniquem melhor que a desobediência de hoje, pode significar a restrição de amanhã” e repetir “até à exaustão” que a vacinação “não pode, por agora, trazer a redução de cautelas”.

A afirmação foi dita na sequência do debate no Parlamento sobre uma nova renovação do estado de emergência, de 1 a 15 de abril, proposta pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que falará depois ao país às 20h00.

O ainda representante do Partido dos Animais e Natureza, considera que a chave para o desconfinamento está na testagem massiva da população e no “sucesso do plano de vacinação”, nomeadamente dos docentes e funcionários das escolas “que estão sujeitos” a um risco de contágio.

Por sua vez, Mariana Silva, do PEV, considera que “este é o tempo de olhar para o futuro e não o tempo de discutir mais um estado de emergência”. Não se pode “vacilar perante o perigo”, mas é tempo de fazer uma “avaliação séria sobre situação económica, social e de saúde dos portugueses”.

O PEV pede que se reforcem apoios aos pequenos empresários, que se contenham os despedimentos em massa, de perceber se apoios estão a chegar às empresas, mas também é tempo de “o Governo assumir papel na presidência da UE para alargar a oferta das vacinas e enfrentando poderosos interesses das farmacêuticas ou garantir no plano nacional compra de mais vacinas a outros fornecedores”.

Nas cinco anteriores renovações do estado de emergência autorizadas pela Assembleia da República tiveram os votos a favor do Partido Socialista, Partido Social Democrata, CDS-PP e PAN e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues, a abstenção do Bloco de Esquerda e votos contra de PCP, PEV, Chega, Iniciativa Liberal e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira.

A proibição de circulação entre concelhos em Portugal continental no próximo fim de semana e durante a semana da Páscoa foi antecipada para as 00h00 desta sexta-feira, segundo uma declaração de retificação publicada em Diário da República, “é proibida a circulação para fora do concelho do domicílio no período compreendido entre as 20h00 de sexta-feira e as 05h00 de segunda-feira e, diariamente, a partir das 00:00 do dia 26 de março, sem prejuízo das exceções previstas”.

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