PAN quer acabar com apoios públicos à produção de carne e leite

O partido dirigido por André Silva quer que as empresas passem a apresentar soluções concretas para os desafios ambientais e contribuam para a redução da pegada ecológica.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) tem previsto no programa eleitoral, apresentado esta sexta-feira, a proposta de acabar com os apoios do Estado à produção de carne e leite. O partido dirigido por André Silva quer que as empresas passem a apresentar soluções concretas para os desafios ambientais e contribuam para a redução da pegada ecológica.

No programa eleitoral, o PAN explica que, a produção pecuária tem impactos negativos consideráveis para o meio ambiente e explica que tal se deve, entre outras coisas, ao “consumo excessivo de água, contaminação dos recursos hídricos e emissão de gases com efeito de estufa, representando 83% das emissões no setor agrícola”.

Face a isso, o PAN quer cessar os apoios públicos à produção de carne e leite e criar linhas de apoio à inovação empresarial para a criação de novas empresas e novos produtos no setor agroalimentar, que apresentem “soluções para os desafios ambientais e contribuam para a redução da pegada ecológica”.

“É imprescindível que haja uma verdadeira transição da agricultura convencional para uma agricultura mais sustentável e biológica, reforçando o combate às alterações climáticas e aumentando a proteção do ambiente e da biodiversidade”, defende o PAN.

O partido quer ainda assegurar que os apoios às medidas agroambientais do Programa de Desenvolvimento Rural não financiam a agricultura convencional e quer que seja adotadas medidas que reduzam o desperdício alimentar na produção e apoiem a agricultura familiar.

“O atual modelo de produção agrícola assenta em métodos de cultivo intensivos dependente de fertilizantes, fitofarmacêuticos e de quantidades de água insustentáveis, com enormes impactos negativos no ambiente e na saúde humana”, sustenta, acrescentando que o cultivos intensivos têm “demonstrando uma diminuição da resiliência das culturas a infestações e uma menor capacidade de adaptação às alterações climáticas, comprometendo assim a nossa soberania alimentar”.

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