PAN quer saber quais os políticos que pertencem à Maçonaria e ao Opus Dei para “evitar conflitos de interesses”

Se for aprovada, a medida vai atingir deputados, membros do Governo, administradores de empresas públicas e de entidades reguladoras, avança o Expresso. O PAN quer aumentar a “transparência” para evitar “conflitos de interesses”.

Cristina Bernardo

O Partido Animais Natureza (PAN) quer saber quais são os titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos que pertencem à Maçonaria ou ao Opus Dei, avança o jornal Expresso este sábado. Com este objetivo, o partido vai entrar com uma iniciativa legislativa na próxima semana.

“Trata-se de aumentar o nível de responsabilidade e transparência. No século XXI, a liberdade de associação é um direito, mas trata-se de clarificar situações para evitar conflitos de interesses. E contribuir para a dignificação e credibilização dos titulares de cargos políticos e públicos”, disse ao Expresso André Silva, líder do PAN.

Se for aprovada, a medida vai atingir deputados, membros do Governo, administradores de empresas públicas e de entidades reguladoras. O partido quer que quando estes responsáveis declarem os seus rendimentos e incompatibilidades, declarem também a sua pertença, ou não, a estas associações ou organizações.

Recomendadas

Rui Tavares: “Senti a vergonha alheia dos outros. Há um erro de comportamento pós-eleitoral de Joacine”

Um dos fundadores do Livre considera que o comportamento de Joacine Katar Moreira mudou após ter sido eleita deputada.

Baixas para assistência aos filhos vão ser pagas a 100%

Em entrevista ao jornal “Público”, a ministra do Trabalho e da Segurança Social afirma que o Governo vai criar condições para os “jovens terem filhos mais cedo”. Todas as famílias com um segundo ou mais filhos até três anos de idade terão direito a um cheque para apoio da creche.

Carlos Zorrinho: “Uns ‘Estados Unidos da Europa’ era uma ideia mobilizadora; hoje defendo outro processo”

O eurodeputado eleito pelo PS considera que a União Europeia (UE) tem de “inspirar os povos”, com o seu modelo democrático e social, “baseado na cooperação e no respeito pelos cidadãos”, mas alerta que é “necessário haver menos egoísmos pessoais”. Em entrevista ao Jornal Económico, Carlos Zorrinho fala ainda de um novo modelo de cooperação entre os Estados-membros da UE e sobre o combate que deve ser feito ao populismo e nacionalismo. Sobre as primárias no PS para eleger um novo secretário-geral, espera “que se cheguem muitos à frente” e garante: “nunca vou deixar de ser político”.
Comentários