Pandemia deixa projeto do Terminal Vasco da Gama em Sines sem ofertas

Após um adiamento no final de 2020, o prazo do concurso terminou na segunda-feira, 6 de abril, sem qualquer proposta, mesmo depois de a da Administração dos Portos de Sines e do Algarve ter anunciado a concessão “aos principais operadores da China, Estados Unidos, América do Sul”. 

O projeto do Terminal Vasco da Gama, que consiste numa nova plataforma portuária para contentores, em Sines, não recebeu qualquer proposta das mais de 50 entidades que manifestaram interesse em entrar no concurso internacional, aberto em outubro de 2019 e que chegou a gerar controvérsia política entre os Estados Unidos e a China.

A informação é avançada pela Reuters, que cita o presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), José Luís Cacho. O gestor justifica o insucesso do concurso com a pandemia da Covid-19: “Naturalmente, sabemos que este contexto pandémico não é o melhor para um concurso desta natureza, há todo um conjunto de situações que não favoreceram o momento”.

Após um adiamento no final de 2020, o prazo do concurso terminou na segunda-feira, 6 de abril, sem qualquer proposta, mesmo depois de a APS ter anunciado a concessão “aos principais operadores da China, Estados Unidos, América do Sul”.

Num comunicado enviado esta terça-feira à redação, a APS salienta que “o contexto adverso não foi favorável ao projeto do Terminal Vasco da Gama, que envolve o comprometimento de um considerável volume de investimento totalmente privado”. Para a entidade liderada por José Luís Cacho, para o sucesso do concurso é “necessário e desejável que decorra num contexto económico favorável e estável”.

Ora, o contexto pandémico “tem vindo a ter repercussões adversas na economia global, e no shipping em particular, fomentando um clima de incerteza, principalmente ao nível da atividade dos principais armadores e operadores de terminais de contentores mundiais”.

Mas a autoridade portuária garante que não vai deixar cair o projeto do novo terminal de contentores, em Sines. Ainda assim, face aos “fortes constrangimentos macroeconómicos atuais”, a APS só avançará com o projeto quando as “tendências do mercado se afigurarem mais favoráveis”.

A autoridade portuária propõe-se, por isso, a “adaptar o procedimento do concurso ao contexto atual, flexibilizando alguns aspetos que o enquadrem no panorama do shipping internacional”, lê-se. Assim, a APS assegura “que este é um projeto a concretizar logo que as tendências do mercado se nos afigurem mais favoráveis.

O concurso internacional em causa foi lançado em outubro de 2019, para contratar um operador que garanta a construção e exploração do novo terminal do porto de águas profundas. Segundo a Reuters, este porto é o mais próximo da Europa continental ao Canal do Panamá. Entre operadores, sociedades financeiras e escritórios de advogados, 52 entidades manifestaram interesse e tiveram acesso aos documentos do concurso, mas acabaram por não avançar com propostas.

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