Pandemia impulsionou em 57% e-commerce em Portugal

Esta tendência é mais notória na população mais jovem, entre os 18 e os 24 anos, 70% dos quais admitem ter feito mais compras online.

Mais de metade dos inquiridos (cerca de 57%) admite ter realizado mais compras online nos últimos seis meses devido à pandemia da Covid-19. Os dados vão ao encontro dos dados do e-commerce em Portugal, que apontam para um crescimento estimado entre 150-170% desde março, face ao período homólogo.

As conclusões surgem no Observatório de Tendências, um inquérito desenvolvido pelo Grupo Ageas Portugal e a Eurogroup Consulting Portugal, divulgado esta quarta-feira, e que tem como objetivo identificar as tendências emergentes do contexto pandémico.

Esta tendência é mais notória na população mais jovem, entre os 18 e os 24 anos, 70% dos quais admitem ter feito mais compras online, em oposição aos 47% da faixa etária de mais de 55 anos que aumentou o seu consumo através dos canais digitais. Os inquiridos do sexo feminino, bem como aqueles que apresentam um maior nível de rendimento são também aqueles entre os quais houve um maior aumento das compras online.

Embora se antecipe a manutenção da tendência de crescimento do comércio online, 66% dos inquiridos consideram realizar compras de forma mista no futuro, alternando entre os canais digitais e os espaços físicos. Apenas 16% consideram voltar às lojas físicas como fonte principal das suas compras. Os mais jovens estão mais propensos a privilegiar a compra online (2.5 vezes mais do que os seniores), uma tendência que diminui diretamente com a idade.

À exceção das viagens, a preferência dos inquiridos recai sobre a compra em loja para todas as categorias. Ainda assim, para categorias como cultura, seguros e produtos financeiros, educação/formação e produtos tecnológicos, mais do que 1/3 dos inquiridos admite preferir comprar online.

De forma geral, cerca de 45% dos portugueses admite que os seus hábitos de consumo sofreram alterações motivadas pela pandemia da Covid-19, com 31% a afirmar que se tratam de mudanças duradouras, com especial incidência nas mulheres e nos mais jovens. Por outro lado, quanto mais elevado o nível de rendimento, menos se prevê a alteração dos hábitos de consumo. Apesar disto, verifica-se ainda um elevado nível de indecisão e incerteza (38%).

Recomendadas

“Vamos continuar a lutar”. Negacionistas manifestam-se hoje em Lisboa

Movimento negacionista que insultou o presidente da Assembleia da República e o líder da ‘task force’ para a vacinação anunciou que vai organizar hoje “eleições paralelas” na capital: “as eleições decorrem no Marquês de Pombal. A contagem de votos será no Terreiro do Paço”.

PremiumCorrida à liderança da UGT desta vez será a dois

Depois de José Abraão, é agora a vez de Mário Mourão se apresentar à corrida para substituir Carlos Silva à frente da central sindical.É a primeira vez que a UGT quebra unanimismo que lhe é tradicional.

Livro: “Guerra sem fim”

Nesta obra se juntam reportagens no Afeganistão e no Iraque, que Dexter Filkins assinou no “Los Angeles Times” e “The New York Times”, a partir de 1998. De um realismo atroz, tentam ajudar a explicar como tal foi possível.
Comentários