Paragem da Liga portuguesa a 10 jornadas do fim com impacto significativo nas SADs na época passada, estima EY

De acordo com a análise de Miguel Farinha, partner e líder de Strategy and Transactions da EY, que consta da quarta edição do Anuário do Futebol Profissional Português, produzido pela EY, numa parceria com a Liga Portugal, este valor “fica aquém da real dimensão da indústria, uma vez que não contempla impactos indiretos e induzidos”.

A Liga Portugal e as Sociedades Desportivas geraram 750 milhões de euros em volume de negócios, o que se traduziu numa contribuição de cerca de 494 milhões para o PIB português (0,26%) em 2019-20. O relatório da Liga Portugal, produzido pela EY, realça ainda que o futebol em Portugal é responsável por pelo menos 3 163 postos de trabalho e mais de 142 milhões de euros em impostos.

De acordo com a análise de Miguel Farinha, partner e líder de Strategy and Transactions da EY, que consta da quarta edição do Anuário do Futebol Profissional Português, produzido pela EY, numa parceria com a Liga Portugal, este valor “fica aquém da real dimensão da indústria, uma vez que não contempla impactos indiretos e induzidos”.

Explica Miguel Farinha que “este valor é o resultado de uma época atípica, marcada pela crise pandémica, cujos impactos foram vários. A paragem da Liga NOS a 10 jornadas do seu término, assim como a suspensão da LigaPro na mesma altura, impactou significativamente
não só a situação financeira das Sociedades Desportivas, mas também o modelo competitivo”.

Realça este analista que, “tal como previsto, registou-se uma quebra das receitas de bilheteira. Este impacto foi significativo nos três primeiros classificados, onde se continua a verificar uma forte concentração das receitas”. Para Miguel Farinha, as restantes Sociedades Desportivas “viram-se numa situação delicada, considerando que fruto da redução significativa das receitas operacionais se acentuou a sua
dependência do mercado – das receitas audiovisuais e da transferências de jogadores”.

Explica este analista que, “de forma transversal às várias Sociedades Desportivas, a redução das receitas de bilhética e de transferências evidenciaram a importância das receitas audiovisuais. Neste contexto, a centralização dos direitos audiovisuais assume particular destaque. A aprovação do Decreto-Lei que determina a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais nas ligas profissionais até 2028-29 é o pontapé de saída da transição para um modelo de negócio mais próximo do das principais ligas europeias”.

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