Pardal Henriques afirma que “as coisas vão ser cada vez mais complicadas”

Pardal Henriques lançou novamente “o repto à ANTRAM”, afirmando que estão disponíveis “para resolver a situação”, garantindo que têm de ser os patrões a dar o primeiro passo e chamar para encontrar uma solução e a greve ser desconvocada.

Mário Cruz/Lusa

O vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, ainda permanece em Aveiras de Cima a controlar a greve dos motoristas que transportam matérias perigosas. Em declarações à “SIC”, Pardal Henriques afirma que tem receio que com o não cumprimento dos serviços mínimos “as coisas vão ser cada vez mais complicadas”.

Relativamente aos serviços mínimos furados, o vice-presidente e advogado do SNMMP explicou que o número de pessoas em greve presentes em Aveiras aumentou, sendo que as pessoas presentes no local “eram para fazer os serviços mínimos mas não aceitam esta situação”. “Não aceitam que por estarem a reivindicar os seus direitos, estarem a lutar o que é licito, por estarem a ser humilhados, venham a ser desta forma abandonados pelo Governo que elegeram”, sustentou Pardal Henriques.

Com a situação igualmente difícil em Leça da Palmeira e Sines, o advogado garantiu que as pessoas “não vão andar até que a ANTRAM tenha a humildade de nos chamar para tentarmos resolver esta situação”. Pardal Henriques lançou novamente “o repto à ANTRAM”, afirmando que estão disponíveis “para resolver a situação”, garantindo que têm de ser os patrões a dar o primeiro passo e chamar para encontrar uma solução e a greve ser desconvocada.

Questionado sobre se teme vir a ser acusado de incitar à desobediência, o advogado esclareceu que “de maneira nenhuma porque não sou eu que estou a incitar a desobediência”. “Estas pessoas tomam as suas decisões de livre e espontânea vontade. Aquilo que eu faço é representar estas pessoas, orientar estas pessoas e falar por elas. Não somos nós que determinamos o que elas vão fazer”, refere o porta-voz do SNMMP.

Relacionadas
pedro-pardal-henriques-SNMMP

Motoristas recusam cumprir serviços mínimos

“Vem o senhor ministro dizer que há 11 pessoas detidas e 13 que andam foragidas. Nós não aceitamos, e estes homens, em solidariedade com os seus colegas, porque também são verdadeiros vencedores e guerreiros, ninguém vai sair daqui”, afirmou Pedro Pardal Henriques esta quarta-feira de manhã.

“Os motoristas não querem fazer greve, mas querem os problemas resolvidos”, diz presidente do SNMMP

O presidente do SNMMP, em declarações à comunicação social, em Aveiras, criticou ainda o porta-voz da ANTRAM, André Matias, classificando as suas intervenções de “incendiárias”.
Nome do ficheiro: greve-motoristas-matérias-perigosas.jpg

Greve dos motoristas: Ninguém está a carregar ou a descarregar na refinaria de Matosinhos

Ninguém “está a carregar ou a descarregar” combustível na refinaria da Petrogal em Matosinhos e nenhum motorista está a cumprir os serviços mínimos, disse hoje à Lusa um dos coordenadores do Norte do sindicato dos motoristas de matérias perigosas.
Recomendadas

Oficial: Governo decreta fim da crise energética a partir da meia-noite

António Costa fala numa “vitória da democracia e da legalidade democrática” e que Portugal soube mostrar uma “grande maturidade”. Primeiro-ministro revela que a reposição da total normalidade dos combustíveis demorará dois a três dias.

Motoristas de matérias perigosas desconvocam greve ao sétimo dia mas deixam ameaças 

O sindicato admite nova paralisação a horas extraordinárias, fins de semana e feriados caso a associação patronal se mostrar “intransigente” na reunião de amanhã.

Brexit sem acordo levará a escassez de combustível, comida e fármacos

O documento divulgado pelo “Sunday Times” estima também que até 85% dos camiões que atravessam o Canal da Mancha “podem não estar preparados” para as formalidades das alfândegas francesas, o que provocaria longas filas que podem prolongar-se por dias.
Comentários