Parlamento aprova saudação do 25 de Novembro com críticas à esquerda

O voto de saudação que considera que o 25 de Novembro foi crucial para abrir caminho para “a democracia moderna e pluralista que hoje usufruímos” foi aprovado com os votos a favor do PSD, CDS-PP, Chega, Iniciativa Liberal e sete deputados do PS. BE, PCP e PEV votaram contra. PS e PAN abstiveram-se.

O Parlamento aprovou esta sexta-feira um voto de saudação do CDS-PP pelos 44.º aniversário do 25 de Novembro, que a data foi crucial para abrir caminho para repor “o curso da democratização de Portugal”. O voto foi aprovado com os votos a favor do PSD, CDS-PP, Chega, Iniciativa Liberal e sete deputados do PS. O BE, PCP e PEV votaram contra, enquanto o PS, PAN e Livre se abstiveram.

O voto de saudação evoca simbolicamente “a importância histórica da vitória do movimento democrático que garantiu que o espírito das instituições e da democracia representativa prevalecesse, reconduzindo Portugal a um curso institucional de normalidade e abrindo caminho para a democracia moderna e pluralista que hoje usufruímos”.

“Comemorar o 25 de Novembro, data a que a esmagadora maioria dos democratas adere, é reafirmar o compromisso desta Câmara com os princípios universais da liberdade de expressão, do pluralismo partidário e das eleições livres. A 25 de Novembro de 1975, o povo português colocou-se do lado da liberdade contra a tentativa de substituir uma ditadura por uma outra de sinal contrário”, lê-se no voto de saudação apresentado pelo CDS-PP e aprovado pelo Parlamento.

Os democratas-cristãos sublinha na iniciativa que “o 25 de Novembro não foi uma tentativa de contrariar, mas sim de repor o 25 de Abril”. “O 25 de Novembro determinou a vontade do povo português em caminhar sobre os trilhos da liberdade, que o 25 de Abril anunciara”, consideram.

Numa declaração antes das votações, o deputado do CDS-PP Telmo Correia destacou a importância da data sublinhando que esta impediu que se afirmasse em Portugal um regime como o “de Cuba ou da Albânia”. Telmo Correia destacou o papel dos generais Ramalho Eanes e Jaime Neves neste processo, pelo seu “compromisso inquebrantável com os valores da liberdade e da democracia”.

“Não permitimos que o 25 de Novembro e os seus heróis sejam esquecidos ou apagados”, sublinhou.

Sete dos deputados do PS (João Ataíde, João Paulo Pedrosa, Pedro Cegonho, Ascenso Simões, Sérgio Sousa Pinto, Hortense Martins e Marcos Perestrelo) juntaram-se à iniciativa considerando que não se pode compactuar com “o revisionismo e amálgama” em algumas versões sobre os primeiros anos da democracia portuguesa.

O deputado socialista e professor universitário Pedro Bacelar de Vasconcelos sublinhou, no entanto, que “ninguém podem minimizar a importância de 48 anos de resistência à ditadura” até ao 25 de Abril de 1974. “A primeira etapa do processo de construção democrática foi cumprida com a aprovação da Constituição da República em 25 de Abril de 1976. Temos orgulho no papel então desempenhado por figuras como Mário Soares, Francisco Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Álvaro Cunhal”, afirmou.

Ler mais
Recomendadas

Prémios na TAP: “Remeto para as palavras do ministro” que considerou “inaceitável” reage Miguel Frasquilho

O presidente do conselho de administração da TAP sinalizou ao Jornal Económico concordar com as críticas do ministro das Infraestruturas sobre novo pagamento de prémios a uma minoria de trabalhadores da TAP apesar da companhia ter voltado a registar prejuízos que se estimam acima dos 100 milhões de euros. Para Pedro Nuno Santos é “inaceitável” e “uma falta de respeito” o pagamento de prémios a uma minoria de trabalhadores da TAP, sendo uma empresa que continua a dar prejuízos que se estimam, em 2019, acima dos 100 milhões de euros.

Despenalização da eutanásia pode vir a ser aprovada hoje no Parlamento

Caso venha a comprovar-se a aprovação de, pelo menos, um dos projetos de lei, a Assembleia da República abre a porta a que Portugal se torne o quinto país europeu onde a morte medicamente assistida é permitida.

Embaixadores da União Europeia falham acordo sobre mandato para negociar relação com Londres

Os embaixadores dos países da União Europeia (UE) falharam esta quarta-feira um acordo sobre o mandato para as negociações da nova relação com o Reino Unido após o ‘Brexit’, avançaram fontes comunitárias citadas pela agência espanhola EFE.
Comentários