Parlamento já gastou mais de 120 mil euros na prevenção da Covid-19

Os serviços de desinfecção e descontaminação de espaços representam o maior gasto no relatório de contas da Assembleia da República referente a 2020.

Álcool gel, máscaras e serviços de desinfeção são alguns dos elementos que contribuíram para a despesa de 124.370,59 euros da Assembleia da República (AR) que serviu para mitigar os efeitos da Covid-19, em 2020. O relatório da conta de gerência da AR será apresentado e votado esta quinta-feira no Parlamento.

“Cabe ainda nesta sede informar sobre o valor das aquisições efetuadas pela Assembleia da República, durante o ano de 2020, para a prevenção da doença provocada pelo Covid-19, que foi de 124.370,59 euros e se distribuiu conforme quadro infra”, lê-se no documento publicado esta terça-feira.

Nesta rubrica de despesa a que a Assembleia teve de fazer face no ano transato, o maior volume (34,5 mil euros) diz respeito a “serviços de desinfeção/descontaminação de espaços”, representando 27,8% do Orçamento Parlamentar para a Covid-19.

Seguem-se os artigos desinfetantes, nomeadamente, álcool gel, soluções antisséptica de base alcoólica (SABA) e bio germes que totalizaram 20,7% da despesa do orçamento, ou seja, mais de 25 mil euros, enquanto que os EPIs (equipamentos de proteção individual, nomeadamente, máscaras, viseis  ou luvas) que que representam 16,6% da despesa, isto é, 20 mil euros.

Entre outros bens adquiridos, aquele que representou menor despesa consistiu na compra de termómetros (912 euros).

Segundo o relatório de contas, o Parlamento registou despesas na ordem dos 101,9 milhões de euros em 2020, o que representa cerca de 76% dos 133,5 milhões orçamentados. Recorde-se que em junho, o Parlamento votou e aprovou o primeiro Orçamento Suplementar da Assembleia da República, que previu uma atualização de verbas de 115,8 para 133,5 milhões de euros, em parte destinada a devoluções de subvenções estatais para campanhas eleitorais. Ou seja, feitas as contas, a Assembleia acabou por gastar menos do que previa inicialmente.

Segundo o documento, considerando o orçamento suplementar, em comparação com o orçamento de 2019, os valores apresentados no documento sugerem um um decréscimo global de 4,9% “determinado não só pela influência das restrições com origem na pandemia em algumas das despesas da AR, mas essencialmente pela redução do valor das subvenções públicas às campanhas eleitorais dado que o OAR 2019 ainda foi influenciado por verbas relativas às subvenções para as campanhas das eleições autárquicas de 2017”, lê-se no documento.

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