PCP discorda do encerramento das escolas e pede que medida seja levantada “rapidamente”

Os comunistas entendem que a interrupção das atividades letivas tem consequências nefastas no processo de aprendizagem dos alunos e dizem que os apoios anunciados para as famílias são “insuficientes”.

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP

O Partido Comunista Português (PCP) não concorda com o encerramento das escolas, a partir desta sexta-feira, e pede ao que Governo recue “o mais rapidamente possível”. Os comunistas entendem que a interrupção das atividades letivas tem consequências nefastas no processo de aprendizagem dos alunos e dizem que os apoios anunciados para as famílias são “insuficientes”.

“O PCP tem defendido que as escolas não deviam encerrar tendo em conta os prejuízos que serão causados aos alunos, nomeadamente nas suas aprendizagens. Para o PCP, não há alternativa ao ensino presencial, único que garante a necessária interação entre o aluno e o professor na sala de aula, elemento decisivo para garantir a qualidade do ensino”, lê-se num comunicado do partido enviado às redações.

Em causa está a decisão do Governo de fechar as escolas de todos os níveis de ensino, nos próximos 15 dias, para travar os contágios da Covid-19, devido ao aumento da prevalência da estirpe britânica, que é mais contagiosa, e que disparou de 8% para 20% dos novos casos. Os 15 dias de interrupção serão compensados noutro período de férias e haverá medidas de apoio às famílias semelhantes às que vigoraram durante o confinamento de 2020.

O partido liderado por Jerónimo de Sousa considera que o encerramento das escolas por 15 dias levanta “problemas ao nível da socialização e da saúde mental que o Governo não pode ignorar”, que tem sido objeto de sucessivas intervenções por parte da Escola Nacional de Saúde Pública, e exige, a par de se limitar ao tempo estritamente necessário, respostas credíveis no plano do apoio aos pais e às crianças e jovens”.

“A perda de um terço do salário dos pais que não têm alternativa que não seja ficar em casa a acompanhar os filhos, os problemas associados à regulação do teletrabalho e a falta de resposta para os pais com crianças de idade superior a 12 anos aprofundam as desigualdades sociais num país já profundamente desigual”, diz o PCP, sublinhando que os apoios às famílias revelaram-se “insuficientes”.

O PCP acrescenta que, “depois de um ano letivo marcado por prejuízos significativos, amplamente reconhecidos pela comunidade educativa”, o que se exige é que “a interrupção agora decidida seja levantada o mais rapidamente possível”.

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