PCP: “Não tem havido grande evolução” nas negociações com o Governo sobre o OE2022

Segundo Jerónimo de Sousa, o partido transmitiu a Marcelo Rebelo de Sousa a importância de o orçamento do próximo ano ter incluídas medidas essenciais, nomeadamente de valorização dos salários, das reformas e das pensões, reforço da rede de creches e dos serviços públicos.

António Cotrim/Lusa

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) referiu esta sexta-feira que está a haver uma discussão precipitada sobre se vai haver eleições legislativas antecipadas devido à hipótese de chumbo da proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) na Assembleia da República.

“A questão central é encontrar soluções para os problemas do país. O que está em causa neste momento é saber se há ou não respostas para isso e não substituir esta questão essencial pela discussão sobre se há ou não um qualquer orçamento, independentemente do seu conteúdo”, afirmou Jerónimo de Sousa aos jornalistas, depois do encontro com o Presidente da República.

Questionado sobre o avanço das negociações com o Governo de António Costa nos últimos dias, retorquiu: “Posso afirmar que não tem havido grande evolução”. “Continuamos a considerar que, até à apresentação e votação na generalidade, continuaremos empenhados na procura de respostas que sejam incluídas na proposta de OE2022”, sublinhou o líder dos comunistas, em conferência de imprensa a partir do Palácio de Belém.

Segundo o dirigente do PCP, o partido transmitiu esta tarde a Marcelo Rebelo de Sousa a importância de o OE2022 ter incluídas medidas essenciais, nomeadamente de valorização dos salários, das reformas e das pensões, reforço da rede de creches e dos serviços públicos, sobretudo o Serviço Nacional de Saúde e habitação. “As nossas propostas são de emergência nacional”, concluiu Jerónimo de Sousa.

PCP junta-se ao Bloco de Esquerda na ameaça de chumbo na generalidade

A proposta de OE2022 vai ser debatida na generalidade entre os dias 22 e 27 de outubro. No caso da especialidade, os partidos com assento parlamentar terão até 12 de novembro para propor mudanças. A votação final global no parlamento está marcada para daqui a mais de um mês, a 25 de novembro.

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