PCP pede que Governo coloque de lado “estratégia de comunicação alarmista”

Os comunistas acreditam que “o que a atual situação epidemiológica reclama, mais do que insistência em restrições, é a adoção de medidas que permitam recuperar atrasos na vacinação, a implementação da testagem e o reforço das equipas de saúde pública”.

O deputado do Partido Comunista Português (PCP), Jorge Pires classificou a atual gestão do Governo à pandemia como sendo uma “estratégia de comunicação alarmista”. Para os comunistas o executivo de António Costa tem de mudar de estratégia e apostar em medidas como a recuperação dos atrasos no processo de vacinação.

Em reação à informação divulgada pelos especialistas do Infarmed nesta terça-feira, 27 de julho, Jorge Pires sublinhou que “o Governo, partindo de uma leitura assente só em critérios epidemiológicos e determinada apenas pela variação do número de incidências e o índice de transmissibilidade, desvalorizando completamente outros parâmetros de avaliação, tem optado, até hoje, por um conjunto de medidas erradas, algumas delas absurdas, como as que vão determinando, ainda hoje, o funcionamento dos restaurantes”.

“Medidas apoiadas numa estratégia de comunicação alarmista, que desde o início da epidemia, com o apoio da generalidade da comunicação social, vai procurando incutir o medo, com que procuram convencer as pessoas de que ‘nada será como antes’ e que a solução está no confinamento”, sublinhou Jorge Pires.

Assim, os comunistas acreditam que “o que a atual situação epidemiológica reclama, mais do que insistência em restrições, é a adoção de medidas que permitam recuperar atrasos na vacinação, a implementação da testagem e o reforço das equipas de saúde pública fundamental ao rastreio dos novos casos e dos contactos por estes realizados”.

“Como temos vindo a defender nos últimos meses e como os resultados confirmam, a solução mais sólida e mais eficaz para combater a COVID-19, é a vacinação rápida de todos, objetivo que exige a aquisição das vacinas em falta e a contratação de mais profissionais”, destacou Jorge Pires.

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Peritos apostam na vacinação, testagem, medidas sanitárias e gestão de risco

A testagem foi igualmente defendida pela especialista do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto. Neste aspeto, sobressaiu a defesa de um ajuste nas estratégias de testagem, através da “identificação de populações de maior risco e promoção dos testes gratuitos” em locais validados e incluindo grupos vacinados.
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