A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social disse, esta sexta-feira, no Parlamento que o Governo prevê um aumento de 2,79% nas pensões mais baixas, estimando que “90% dos pensionistas aumente o poder de compra” no próximo ano.
Ouvida em audição a propósito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2026, Maria do Rosário Palma Ramalho detalhou que, de acordo com os dados mais recentes publicados pelo INE, que as pensões até dois IAS [Indexante dos Apoios Sociais], a esta data, “deverão ter um aumento de 2,79%, ou seja, 0,5 pontos acima da inflação de 2025”.
“Isto significa uma recuperação do poder de compra para 90% dos pensionistas”, garantiu a governante. No total, segundo contas do Governo, a despesa com o aumento das pensões “deverá ser de 640 milhões de euros”.
A esse valor “deve somar-se 300 milhões de euros que correspondem ao aumento das pensões com a Caixa Geral de Aposentações, o que perfaz 940 milhões de euros de aumento permanente” para o conjunto dos pensionistas.
A esta conta, a ministra juntou os quase 120 milhões correspondente ao aumento do Complemento Solidário para Idosos (CSI) – 40 euros mensais – para concluir que no próximo ano “haverá um aumento permanente de 1,06 mil milhões de despesa com pensionistas e idosos”.
Maria do Rosário Palma Ramalho voltou também a garantir que, havendo “folga orçamental”, o Governo atribuirá novo bónus aos pensionistas em 2026.
Questionada pelo PS sobre qual a “verdadeira” percentagem dos pensionistas que vão ter um aumento do poder de compra, tendo em conta que para estimar esse valor é necessário ter em conta o rendimento de 2025, Maria do Rosário Palma Ramalho reafirmou: “Pensamos que cerca de 90% dos pensionistas seja abrangido pelo aumento máximo, por uma razão muito simples, que também nos entristece, é que 90% dos pensionistas têm pensões muito baixas, abaixo de dois IAS”.
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