Pequim anuncia retirada de taxas sobre dois produtos alimentares dos EUA

O governo de Pequim está a desagravar parte das taxas alfandegárias a dois produtos alimentares – soja e carne de porco – importados dos Estados Unidos, anunciou hoje o Ministério das Finanças da República Popular da China.

Um comunicado refere que as empresas chinesas importaram “um certo número de bens” norte-americanos e adianta que a Comissão Alfandegária do Conselho de Estado está a levar a cabo a “exclusão de taxas” para os lotes de soja, carne de porco e “outros produtos dos Estados Unidos”.

O documento indica a quantidade de bens importados abrangidos pela medida cuja aplicação ocorre durante as negociações entre os dois países no quadro da eventual ratificação de um pacto que pode vir a diminuir as tensões da “guerra comercial”.

Pequim tinha imposto, em julho de 2018, taxas de 25% a estes dois produtos como resposta a outras taxas aplicadas por Washington no ano passado.

Mesmo assim, ainda se desconhecem os detalhes sobre os últimos acordos comerciais, nomeadamente se transcende o acordo que incluiu a retirada por fases dos agravamentos fiscais que ambas as partes têm vindo a impor.

A “guerra comercial” fica marcada pela subida das taxas alfandegárias por ambos os países durante quase dois anos sendo que no passado dia 01 de setembro entrou em vigor o aumento do imposto de 10% a 15% sobre as importações chinesas, e que correspondeu a 112 mil milhões de dólares.

Resta apurar se depois de o anúncio de hoje, os Estados Unidos vão aplicar no próximo dia 15 de dezembro a subida de 15% sobre o resto das importações que já foram agravadas com 10%.

As tensões comerciais entre as duas maiores economias mundiais vão além das relações bilaterais e têm profundas consequências a nível mundial.

Nas últimas previsões sobre o crescimento mundial, publicadas em julho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) baixou 3,2% as previsões de expansão, uma décima menos do que em abril.

Ler mais
Recomendadas

Ex-PR de Angola nega qualquer transferência de dinheiro do Estado para si ou entidades públicas

Numa carta aberta, datada de 13 de janeiro e dirigida ao presidente da Assembleia Nacional e ao juiz presidente do Tribunal Constitucional, e que foi divulgada hoje, José Eduardo dos Santos nega qualquer “participação direta” na compra e venda de diamantes e na venda do petróleo bruto.

Secretário da Cultura brasileiro vai ser afastado do cargo depois de citar discurso de propaganda nazi

O secretário da Cultura brasileiro fez um inspirado nas palavras de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler.

Primeiro-ministro da Ucrânia pede a demissão

A decisão está relacionada com a divulgação de um áudio no início da semana no qual Oleksiy Honcharuk parece fazer comentários depreciativos sobre os conhecimentos de economia do presidente.
Comentários