Petróleo cai, marijuana sobe e taxas mantêm

Os mercados norte-americanos e europeus reagiram positivamente aos resultados das eleições nos EUA em semana de reunião da Fed.

Depois das quedas significativas em outubro, os mercados acionistas estabilizaram uma recuperação substancial em alguns títulos nos últimos dias. O Nasdaq100 voltou a estar acima da média móvel de 200 dias (MM200), o que define em abstrato um mercado de alta (bullmarket) e, quando está abaixo, um mercado de baixa (bearmarket), e subiu dos 6.575 pontos registados a 29 de outubro, valor mais baixo desde maio, para os 7.203 pontos na passada quarta-feira. É uma subida de quase 10%, após quedas de 17% de outubro.

Os mercados norte-americanos reagiram positivamente aos resultados das eleições nos EUA, realizadas na terça-feira. Os Republicanos no Congresso perderam a Câmara dos Representantes para os Democratas, mas conseguiram manter a maioria no Senado. Os mercados responderam com subidas de 2% e 3% nos EUA e na Europa.

A Reserva Federal norte-americana (Fed) reuniu esta semana, a 7 e 8 de novembro e manteve as taxas de juro inalteradas. Segundo os futuros sobre a “alteração de taxas de juro”, negociados na Bolsa de derivados de Chicago (CME Group),  uma subida de taxas para 2,5%, pode ocorrer com uma probabilidade de 75% na próxima reunião a 19 de dezembro. Cerca de 20% antevêem uma manutenção nos 2,25% e 5% prevêem uma subida de 50 pontos base para 2,75%.

Os principais mercados acionistas asiáticos estabilizaram nos últimos dias, depois de uma queda à volta de 30% desde o final de janeiro, nomeadamente no principal índice chinês, o Shanghai Compósito.

As ações europeias também acompanharam os ganhos dos mercados acionistas norte-americanos. Se por um lado, persistem os receios do confronto entre Bruxelas e Roma no que concerne às contas públicas italianas para 2019, os fortes resultados do Société Générale, do Commerzbank e da francesa Sodexo acalmaram as preocupações sobre os lucros das empresas. As obrigações italianas, porém, continuam a perder terreno.

Em Lisboa, a Pharol liderou os ganhos do PSI 20 com uma substancial subida. A Câmara de Arbitragem do Mercado no Brasil voltou atrás e autorizou a Oi a fazer um aumento de capital. A Pharol pretende fazer um aumento de capital até aos 80 milhões de euros. Este desfecho já estaria descontado pelo mercado, funcionando a regra de vender com o rumor e comprar com a notícia.

Desta semana fica ainda para memória futura a afirmação do ministro português da economia de que Portugal vai continuar a crescer acima da média europeia.

Ler mais
Recomendadas

Moody’s melhora perspetiva de evolução de Moçambique de negativa para estável

Agência de notação justificou a reestruturação dos títulos de dívida pública, atualmente em negociações, vá impor perdas financeiras aos credores.

Moeda angolana encerra semana estável face a euro e dólar

Divisa angolana tem-se mantido relativamente estável há cerca de dois meses, oscilando entre os 353 e os 359 kwanzas.

Moody’s mantém notação da dívida portuguesa

A agência de notação, que foi a última a retirar Portugal do patamar de ‘lixo’, manteve inalterado o ‘rating’ em Baa3 e a perspetiva estável, não publicando nenhum relatório.
Comentários