São más notícias para as famílias, empresas e países. O preço das matérias-primas energéticas continua a disparar nos mercados internacionais perante a guerra no Médio Oriente.
O petróleo está hoje a subir mais de 16% para mais de 107 dólares por barril. Já o gás sobe mais de 16% para mais de 61 euros/MWh.
O 10º dia de guerra começa com nova subida, com o petróleo acima dos 100 dólares e o gás já acima dos 50 euros.
O petróleo registou hoje a sua maior subida desde meados de 2022 com os maiores produtores a cortarem o fornecimento porque não podem exportar em segurança.
O Irão já encerrou o estreito de Ormuz tendo atacado cindo navios, cortando o acesso de 20% do petróleo e gás mundial a todo o mundo.
As paragens afetam a produção no Qatar, Iraque e Kuwait. Os analistas apontam que os Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita vão cortar a produção em breve porque vão ficar sem lugar para o armazenar.
O Irão já conta com um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei sucedeu no cargo ao seu pai Ali Khamenei, um sinal que a linha dura do regime continua a mandar em Teerão.
“Vamos obedecer ao comandante-chefe até à última gota do nosso sangue”, disse o conselho de defesa citado pela “Reuters”.
A guerra no Médio Oriente alastra-se depois de Israel bombardear o Líbano para atacar posições do Hezbollah.
Os países do G7 reúnem-se hoje para debater a injeção de reservas de petróleo no mercado, que será coordenada pela Agência Internacional de Energia (IEA), uma ideia já apoiada por 3 países incluindo os EUA.
O grupo que junta os sete países mais ricos do mundo (G7) vai debater hoje a possibilidade de debater o uso de reservas de petróleo para tentar conter os preços.
Há três países que dizem apoiar a iniciativa, incluindo os EUA.
A ideia é tentar conter os preços do petróleo ao injetar mais petróleo no mercado.
Apesar da grande pressão em Washington, a Casa Branca não dá sinais, para já, de que pretende recuar nos ataques ao Irão.
Outro tipo de ações a serem ponderadas são a intervenção no mercado de futuros, mas isso será mais difícil.
Até hoje, houve cinco períodos em que foram libertadas reservas petrolíferas coordenadas pela Agência Internacional de Energia (IEA), incluindo duas em 2022 após a invasão russa da Ucrânia.
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