Petróleo: reservas mundiais equivalem a 15 dias de procura, revela Agência Internacional de Energia

A AIE afirmou que existem ainda os depósitos suplementares obrigatórios que os países membros têm de manter e que incluem cerca de 650 milhões de barris que podem ser colocados no mercado “imediatamente” se os governos reduzirem os seus requisitos de armazenamento.

A Agência Internacional de Energia (AIE) reagiu hoje aos ataques de sábado a duas plataformas petrolíferas da Arábia Saudita e assegurou que os mercados contam com reservas suficientes “neste momento”.

“Os países membros da AIE têm cerca de 1.550 milhões de barris de emergência em agências de reservas controladas por governos, o que equivale a 15 dias de procura mundial de petróleo”, indicou a organização em comunicado.

Segundo a agência, estas reservas podem ser utilizadas de forma coletiva numa situação de emergência e seriam “mais que suficientes para compensar qualquer alteração significativa no fornecimento” durante um período prolongado.

A AIE afirmou que existem ainda os depósitos suplementares obrigatórios que os países membros têm de manter e que incluem cerca de 650 milhões de barris que podem ser colocados no mercado “imediatamente” se os governos reduzirem os seus requisitos de armazenamento.

Há ainda 2.900 milhões de barris de emergência para uso industrial, suficientes para cobrir a procura mundial durante um mês.

As autoridades da AIE mantêm um contacto permanente com as autoridades sauditas após o ataque de sábado e aplaudiram a decisão do governo de Riade de ativar a produção suspensa após o ataque.

“Os recentes acontecimentos mostram que a segurança do petróleo não pode ser dada como garantida, incluindo quando os mercados contam com bom abastecimento e que a energia é um pilar indispensável da economia global”, afirmou Fatih Birol, diretor da agência.

O ataque de sábado ao maior campo petrolífero do mundo, na Arábia Saudita, reivindicado pelos rebeldes Huthis do Iémen, atingiu a produção de 5,7 milhões de barris de petróleo por dia no país, o equivalente a 5% da produção diária mundial.

Na terça-feira, o ministro da Energia saudita, Abdulaziz bin Salman, garantiu que a produção total de petróleo no país será retomada até ao final de setembro.

Ler mais
Relacionadas

Produção total de petróleo da Arábia Saudita é retomada até final do mês

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman, disse, esta terça-feira, em conferência de imprensa, que a produção total de petróleo no país será retomada até ao final de setembro.

“Portugal vai pagar o petróleo temporariamente mais caro”, diz especialista

Durante algumas semanas a cotação do petróleo deve oscilar entre os 65 e os 70 dólares por barril, aumentando os preços que serão pagos pelas compras feitas por Portugal, admitiu ao Jornal Económico o especialista Manuel Ferreira de Oliveira. O responsável ibérico pela multinacional BP, Pedro Oliveira, também considera que estas tensões altistas serão apenas temporárias.

Preço do petróleo: o efeito colateral de uma guerra de potências

Irão e Arábia Saudita querem ascender à posição de potência regional. Os Estados Unidos e a sua política de amizades são uma interferência tradicional num conflito onde há um terceiro interessado: a Turquia. Os clientes do petróleo é que pagam.
Recomendadas

Centeno mantém núcleo de confiança nas Finanças

Ministério das Finanças mantém secretários de Estado, à excepção de Maria de Fátima Fonseca que transita para a Modernização do Estado e da Administração Pública. Mourinho Félix mantém-se ‘número dois’.

Financiamento das administrações públicas cai para 329 milhões de euros até agosto

Emissão de títulos foi de 2,4 mil milhões, permitindo compensar o financiamento através de empréstimos líquidos de depósitos de -2,1 mil milhões, segundo dados do Banco de Portugal.

Preço da carne de porco a caminho da maior subida em 15 anos

A China, o maior consumidor mundial de carne de porco, já perdeu 40% dos seus animais devido à peste suína africana. Isto levou a China a importar mais carne de porco, provocando um disparo dos preços no mercado mundial.
Comentários